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Após 3 anos, acusado de tentativa de homicídio é inocentado

Após três anos preso aguardando julgamento, Igor Henrique de Paula Costa foi inocentado pelo Tribunal do Júri das oito acusações de tentativa de homicídio qualificado que respondia

Thassiana Macedo
Publicado em 21/04/2016 às 00:26Atualizado em 16/12/2022 às 19:13
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Foto/Neto Talmeli

Após três anos preso aguardando julgamento, Igor Henrique de Paula Costa foi inocentado pelo Tribunal do Júri das oito acusações de tentativa de homicídio qualificado que respondia. Ele teria sido apontado como o terceiro elemento atuante em crime que quase provocou a chacina de uma família de oito pessoas em maio de 2013, em fazenda à margem da BR-050. Em razão do resultado, o juiz Fabiano Garcia Veronez expediu o alvará de soltura, que será cumprido hoje.

Segundo a advogada Rosa Helena Alves Padilha, a defesa adotou a tese de negativa de autoria, porque o Igor não teve participação no crime. “Ele foi recolhido no bairro Alfredo Freire, na ocasião do crime, e foi levado injustamente. Verificando os autos era possível ver que não havia qualquer motivo para que ele estivesse preso até hoje, até porque não havia nenhum reconhecimento formal feito, nem na delegacia, nem em juízo”, explica.

Rosa Helena afirma que os outros réus do caso não só foram reconhecidos, como confessaram a autoria das tentativas de homicídio. A advogada informa ainda que, no boletim de ocorrência, os outros dois envolvidos foram detalhadamente descritos, enquanto o terceiro não foi identificado, nem pelas roupas, o que levou a crer que ele não estaria na cena do crime.

De acordo com o advogado Leuces Teixeira, que atuou como auxiliar de defesa, no início do processo eram três réus, houve o desmembramento da ação penal, em razão da discordância quanto à pronúncia de Igor. Réus confessos, Donhilton Ferreira Alves, vulgo “Porquinho”, já foi condenado a 10 anos e cinco meses de prisão, assim como o enteado Murilo Pereira Botelho, sentenciado a 11 anos e três meses, ambos em regime fechado.

O advogado reforça que, em depoimento, os dois condenados e outras duas testemunhas afirmaram que Igor não havia participado do crime, e a própria promotoria pediu a absolvição por falta de provas. Leuces Teixeira ressalta ainda que, em razão da conduta de perseguição pessoal adotada pelo sargento da Polícia Militar responsável pela prisão de Igor Henrique em 2013, e considerada ilegal, a defesa estuda tomar medidas jurídicas.

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