Integrantes da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo sairão às ruas, a partir de segunda-feira (21), com intuito de mostrar o problema das altas tarifas na cidade
A possibilidade de aumento na tarifa do transporte coletivo na cidade provocou indignação entre usuários. Pensando em mobilizar a população e o governo municipal, a Associação dos Usuários do Transporte Coletivo (Acobe) vai distribuir panfletos nos próximos dias para explicar os motivos que levam a tarifa de ônibus em Uberaba ser uma das mais caras do país.
De acordo com José Tiago de Castro, representante da associação, se a Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU) não pensar em uma medida para diminuir o aumento dos preços, os passageiros deverão buscar outras alternativas para a própria mobilidade. “Em Uberaba, o serviço de transporte coletivo funciona, basicamente, para mais de 80% dos usuários irem estudar ou trabalhar. O uberabense não tem cultura de ir para um passeio cultural ou lazer utilizando o transporte coletivo”, avaliou.
E o número de passageiros preocupa a associação. “Desde o último aumento, no início do ano passado, não há um mês em que o número de usuários tenha aumentado, só vem diminuindo gradativamente. Ou seja, abaixa o número de usuário porque a tarifa é cara”, pontua José Tiago. Nesse sentido, pode-se considerar como principal desafio da PMU tornar o preço da passagem mais competitivo, a fim de evitar a migração de passageiros para outros meios de transporte.
Panfletagem. Segundo José Tiago, membros da Acobe distribuirão panfletos a partir da próxima segunda-feira (21) nos pontos de ônibus da região central e próximo aos terminais do BRT/Vetor. “Queremos alertar o usuário para um problema que virou um problema crônico da tarifa. Nós temos uma das maiores tarifas do Brasil e ela vai aumentar cada vez mais. O grande desafio é encontrar um custo que seja viável para o cidadão usar o vale transporte”, afirma o representante. Prefeitura nega inércia e assegura novas negociações sobre reajustes
Por meio de sua assessoria, a Prefeitura Municipal de Uberaba afirmou que houve uma rodada de negociações, porém, não conseguiu um consenso e definição do valor da tarifa. Ainda, afirmou que a orientação do Conselho em função do estudo da Planilha é de R$ 3,519. Ainda, que o prefeito Paulo Piau não acatou o valor apurado pelas empresas, de R$ 3,65. Por fim, assegurou que uma nova rodada de negociação será agendada.
Para o representante da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo, José Tiago de Castro, a alternativa da PMU seria mudar a forma da tarifação, transformando o pagamento por quilometragem e não por passageiro. “Deveriam criar um Fundo Municipal de Transporte com recursos estaduais, federais e até mesmo municipal para que na própria tarifa cria-se uma reserva. Isso daria equilíbrio e ainda poderia diminuir o custo para usuário do transporte. Essa é uma opção, mas não é a única. A sociedade e o governo devem discutir isso”, salienta José Tiago.