GERAL

Autores de incêndio a ônibus podem ser julgados pelo Tribunal

Promotor Laércio Conceição Lima denunciou Jean Carlos Almeida da Cruz e Maicon de Almeida Alves, que vão responder por vários crimes decorrentes do incêndio a ônibus

Daniela Brito
Publicado em 01/03/2013 às 16:48Atualizado em 19/12/2022 às 14:27
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Promotor Laércio Conceição Lima denunciou Jean Carlos Almeida da Cruz e Maicon de Almeida Alves, que vão responder por vários crimes decorrentes do incêndio ao ônibus da Viação Piracicabana, ocorrido no dia 2 de fevereiro no Alfredo Freire. Ambos podem ser submetidos ao Tribunal do Júri, acusados de tentativa de homicídio contra o cobrador, que saiu ferido da ação criminosa.   Na denúncia, o promotor aponta que Jean Carlos, na companhia de três menores de idade, utilizaram quatro litros de gasolina para atear fogo ao ônibus, como sinal de represália ao regime disciplinar conferido a supostos presos pertencentes à facção criminosa Primeiro Comando da Capital, em Uberaba. Enquanto isso, o segundo denunciado, Maicon, aguardava os comparsas em um veículo com objetivo de lhes dar fuga.   O episódio acabou ferindo o deficiente físico e cobrador da empresa H.C.V., que chegou a revelar sua condição especial, mostrando inclusive a bengala, após os autores pedirem que todos descessem porque iriam atear fogo ao veículo. Mesmo sabendo da situação física da vítima, eles não permitiram que o cobrador descesse e ainda lhe disseram que o fogo seria ateado inicialmente na parte traseira do ônibus para que o mesmo tivesse tempo de fugir. O cobrador tentou sair do assento, mas ficou preso na catraca e foi atingido pelo fogo. Porém, o motorista, L.A.P. retornou e conseguiu retirá-lo do interior do veículo. Na fuga do bando houve ainda disparo de arma de fogo – a qual foi apreendida dois dias depois na residência de Jean Carlo.   H.C.V. sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus e, ao ser submetido a perícia, ficou contatado que o mesmo está com síndrome de estresse pós-traumático. Ele será submetido a exame de corpo de delito complementar no dia 5 de março. O veículo ficou totalmente destruído. As chamas ainda danificaram a fiação da rede de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).   Os denunciados vão responder por vários crimes, entre eles, tentativa de homicídio, incêndio, dano qualificado, roubo majorado, porte e posse ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. A ação criminal foi distribuída à 1ª Vara Criminal, de competência do juiz Ricardo Cavalcante Motta.

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