A camareira Clene Aparecida da Silva foi condenada ontem, em júri popular, pelo assassinato do namorado, o autônomo Gilberto Luiz Chaves. A vítima foi morta com um golpe de faca, que lhe atingiu o peito, no dia 28 de junho de 2010. A princípio, a ré disse que a vítima teria tentado suicídio após uma discussão, desferindo um golpe com objeto cortante contra o próprio peito. No entanto, dois dias depois, acompanhada de advogado, ela se apresentou e confessou o crime afirmando que teria agido em legítima defesa, pois o namorado estava lhe agredindo.
O julgamento, presidido pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, durou pouco mais de quatro horas. A ré teve a defesa exercida pelo advogado Lucas Teixeira de Ávila, que utilizou a tese da legítima defesa. Já a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Alcir Arantes, tendo como assistente o advogado Tiago Leonardo Juvêncio. Ambos utilizaram teses diferentes. Enquanto o promotor optou pela desclassificação do crime de homicídio para lesões corporais, o advogado queria a condenação da camareira pelo crime de homicídio.
O Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, acatou a tese do assistente de acusação e condenou a ré pelo assassinato do namorado. A pena arbitrada pelo juiz-presidente foi de quatro anos de prisão, em regime aberto. A decisão ainda cabe recurso junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).