Filho do ex-presidente parati para o ataque após o autodenominado ex-coach dizer que para Jair bolsonaro só parentes servem como candidatos
Pablo Marçal sai carregado da seção eleitoral após votar: episódio do laudo médico falso contra Guilherme Boulos (PSol) é visto como crucial para ele não ir ao segundo turno (Foto/AFP or licensors)
BRASÍLIA – Após Pablo Marçal (PRTB) dizer em entrevista que Jair Bolsonaro (PL) só considera parentes como candidatos para a sua sucessão em 2026, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou sua conta na rede social X para rebater o autodenominado ex-coach. O filho do ex-presidente se referiu ao antigo aliado como “Farçal” e disse que ele mente deliberadamente e tenta destruir seu pai.
https://x.com/CarlosBolsonaro/status/1883158446830244264?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1883158446830244264%7Ctwgr%5Eb22898668ece6127ee0c1a29b4bb170e44667c5d%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.otempo.com.br%2Fpolitica%2Fgoverno%2F2025%2F1%2F26%2Fcarlos-bolsonaro-diz-que-pablo-farcal-quer-destruir-jair-bolsonaro-com-mentiras
“Farçal é o único cara que se diz de direita que tenta destruir Jair Bolsonaro desde 2018, mentindo dissimuladamente e dizendo que o apoia. São apenas fatos. De resto, qualquer um faz o que quiser. Trago apenas informações achadas por qualquer um. Os caras não dão ponto sem nó. Todos estão CARECAS de saber”, escreveu Carlos nao sábado (25).
“Sempre que Bolsonaro se destaca num momento positivo para o sofrido Brasil eles saem da toca unidos como a peça macaquinhos e os ‘inocentes os colocam nos holofotes de forma ingênua’ Confia!”, completou o vereador. Ele já havia criticado Marçal em outros posts, dias antes, por causa do vídeo em que o ex-coach aparece interagindo com Donald Trump, nos Estados Unidos.
Marçal publicou o vídeo no dia seguinte à posse de Trump, dando a entender que eles haviam se encontrado em algum evento relativo à data histórica. Com isso, Marçal seria o único político da direita brasileira a conversar com o republicano na posse, mesmo com dezenas de congressistas do Brasil estando em Washington em função da posse. Mas logo se soube que o vídeo havia sido feito dias antes.
Com a repercussão do vídeo, Carlos fez uma série de publicações. Em um deles, que depois ele mesmo apagou, afirmou que “o sistema não lança esse vídeo à toa como se fosse algo bacana e novidade”. “Eles sabem do que se trata. Eles somente querem esculhambar, usando inocentes e oportunistas, aproveitando mais uma cena. Está tudo redondinho com os deuses”, escreveu Carlos.
Carlos e Marçal discutiram na eleição de São Paulo
Essa não é a primeira vez que Carlos briga virtualmente com Marçal. Durante a campanha de Marçal pela prefeitura de São Paulo, em 2024, os dois também discutiram pelas redes sociais. Mirando o eleitorado de direita, Marçal teve mais de 1,7 milhão de votos no ano passado. Não conseguiu chegar ao segundo turno por pequena margem de votos. Avançando como segundo mais votado, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) bateu Guilherme Boulos (Psol) e foi reeleito.
Mesmo com o partido declarando apoio a Nunes, Jair Bolsonaro chegou a flertar com Marçal no primeiro turno. Mas, no segundo, ele aderiu à campanha de Nunes, abraçada desde o começo pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Agora, Marçal se coloca como pré-candidato à presidente da República. Mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro afirma que lutará até o fim para viabilizar sua candidatura. Mas, em recentes entrevistas, citou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, e Michelle Bolsonaro (PL), sua esposa, como opções. Já Tarcísio é cotado como outro presidenciável.
Em entrevista à CNN quinta-feira (23), Jair Bolsonaro foi questionado sobre a possibilidade de Pablo Marçal se candidatar e respondeu que ele é “carta fora do baralho” e que evita “conversar sobre esse cara”. Assim como Bolsonaro, Marçal pode ficar impedido de disputar a eleição do próximo ano pela Justiça Eleitoral. Entre outras, o autodenominado ex-coach responde ações por cortes de vídeo nas redes sociais, captação de recursos, venda de apoio e até participação no 7 de Setembro.
Fonte/O Tempo