Segundo Sumayra, o município tem até 31 de dezembro deste ano para captar os recursos
Fundação Cultural de Uberaba busca apoio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) com o objetivo de obter recursos para financiar o projeto do carnaval 2016. A intenção é obter a ajuda de empresários uberabenses, através de Leis de Incentivos Fiscais.
Segundo a presidente da Fundação, Sumayra de Oliveira, no ano passado, o Ministério da Cultura aprovou a inclusão do carnaval entre as iniciativas culturais autorizadas a arrecadar recursos junto a empresas ou pessoas físicas, com dedução de imposto. Em 2015, o MEC aprovou, via Lei Rouanet, o projeto “Carnaval Uberaba”, seguindo os moldes do evento realizado em 2015, para possibilitar a captação de recursos junto às empresas por meio da Lei Rouanet e a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic) aprovou o valor de R$ 1,3 milhão.
Sumayra ressalta que, na prática, o município tem até 31 de dezembro deste ano para captar os recursos para que os empresários possam deduzir na Declaração do Imposto de Renda no ano que vem. “Agora, o nosso esforço é para conseguir R$ 200 mil de forma mais imediata para termos uma liberação da Lei Rouanet e iniciarmos a movimentação do projeto dentro da comunidade. O esforço do governo é no sentido de envolver os empresários para que eles ajudem a construir esses grandes eventos”, afirma.
O presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto, comprometeu-se a enviar a proposta para o Núcleo de Grandes Empresas e para os empresários da cidade. “Vamos buscar empresários dispostos a patrocinar o carnaval, justificando a importância de eles associarem o nome de suas empresas a um evento tradicional no Brasil e que envolve muitas pessoas, e assim transformá-lo em um festejo que coloca Uberaba no circuito que recebe pessoas de fora dispostas a curtirem um carnaval tranquilo”, informa.
Manoel Neto ressalta que é importante que os empresários considerem os inúmeros benefícios que essa parceria público-privada pode proporcionar. “A principal vantagem é dar publicidade à marca dele. A segunda é que, através da lei Rouanet, a empresa cumpre seu objetivo social através de seu envolvimento com a comunidade na realização do evento. E o terceiro incentivo é que na realidade não é a empresa que paga. Ela deixa de recolher tributos para o governo federal e investe esse recurso na cidade onde está inserida”, explica o dirigente.