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Casal que torturou filha até a morte quer se livrar do júri popular

A criança foi encontrada morta em 6 de novembro do ano passado no Parque dos Girassóis. Segundo os autos, o casal teria agredido a filha até a morte no dia 5 de novembro

Daniela Brito
Publicado em 03/05/2015 às 14:05Atualizado em 17/12/2022 às 00:19
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Casal acusado de torturar até a morte a filha de um ano e nove meses tenta reverter decisão de primeira instância que o submeteu a júri popular. A dona de casa Kelly Beatriz Pereira de Lima e o pedreiro Francisneio Santos Brito foram pronunciados no fim de março pelo juiz Fabiano Garcia Veronez, da 2ª Vara Criminal, pelo homicídio triplamente qualificado de Thamara Pereira de Lima. Com isso, eles serão julgados pelo Tribunal do Júri. Porém, a defesa recorreu desta decisão junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O instrumento jurídico “recurso no sentido estrito” foi interposto pelo advogado Glauco de Oliveira Marciliano, da Defensoria Pública. “O entendimento é que não há elementos para a pronúncia, que é a decisão que submete os réus ao Tribunal do Júri”, afirma. Ainda de acordo com ele, a apelação também tem como objetivo decotar da acusação as três qualificadoras – motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A criança foi encontrada morta em 6 de novembro do ano passado no Parque dos Girassóis. Segundo os autos, o casal teria agredido a filha até a morte no dia 5 de novembro e somente acionado o socorro no dia seguinte, por volta de 11h. Os acusados também demonstraram frieza em relação ao crime, pois conversaram com bastante tranquilidade com os policiais militares após a morte da menina. Em juízo, eles utilizaram o direito constitucional de se manter em silêncio, sendo que permanecem presos na penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”.

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