O resultado representa uma valorização de aproximadamente 500% em relação a 2018, quando a companhia era avaliada em R$ 8 bilhões
"É um reconhecimento claro do trabalho que a Cemig vem realizando", afirma o presidente Reynaldo Passanezi Filho (Foto: Flávio Tavares / O TEMPO)
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou que ultrapassou, nesta semana, os R$ 40 bilhões em valor de mercado - maior índice da história da empresa. O resultado representa uma valorização de aproximadamente 500% em relação a 2018, quando a companhia era avaliada em cerca de R$ 8 bilhões.
De acordo com a Cemig, o desempenho recente da empresa ajuda a explicar esse movimento. "Encerramos o último exercício com lucro líquido de R$ 4,9 bilhões e realizou investimentos recordes de R$ 6,6 bilhões em 2025, maior volume já registrado pela companhia", afirma.
A companhia também destacou o reconhecimento das principais agências de classificação de risco. Em 2025, a Moody’s Local Brasil elevou o rating da Cemig e de suas subsidiárias integrais, Cemig Distribuição e Cemig Geração e Transmissão, de “AA+” para “AAA”, com perspectiva estável.
"Movimento semelhante foi registrado pela Fitch Ratings, que já havia promovido a companhia ao mesmo nível em 2024. A empresa também mantém classificação “brAA+” pela S&P Global Ratings, reforçando sua solidez no mercado", aponta a empresa.
Investimento recorde em Minas Gerais
No campo dos investimentos, a Cemig vive o maior ciclo de expansão de sua história. O plano estratégico para o período de 2026 a 2030 prevê aportes da ordem de R$ 44 bilhões, com foco na modernização da infraestrutura elétrica em Minas Gerais, no aumento da confiabilidade do sistema e na preparação para a abertura total do mercado de energia.
Para 2026, estão previstos investimentos de R$ 6,7 bilhões, com concentração no segmento de distribuição em função da grande área de concessão da empresa no estado e na busca contínua para melhorar o fornecimento de energia para os mais de 9,5 milhões de clientes mineiros.
Segundo Reynaldo Passanezi Filho, presidente da Cemig, a estratégia está diretamente relacionada aos desafios estruturais do setor - principalmente quando se fala em transição energética.
“Estamos ampliando significativamente a infraestrutura, com aumento do número de subestações, expansão da rede trifásica para o agronegócio e implantação de dupla alimentação em praticamente todo o estado”, afirma o executivo.
Fonte: O Tempo