GERAL

Clima interfere no preço de hortigranjeiros

Instabilidade climática trouxe mudanças nos preços e foi possível perceber as alterações durante a comercialização

Geórgia Santos
Publicado em 02/10/2013 às 11:25Atualizado em 17/12/2022 às 09:36
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Fernanda Borges

Os preços ficam mais altos, como é o caso da abobrinha, do chuchu e do quiabo, que não se adaptam ao clima quente

Instabilidade no clima prejudica produção de hortigranjeiros. Nos últimos dias, a variação climática na região está intensa. O tempo quente, depois a chuva e o frio ao amanhecer são fatores prejudiciais para a lavoura, que necessita de estabilidade para que a plantação traga bons resultados e não haja perdas. Durante a comercialização na Ceasa, na manhã de segunda-feira (28/09) o produto, que apresentou alta, foi a abobrinha, que teve pouca oferta devido ao tempo quente registrado durante toda a semana passada.

De acordo com o orientador de mercado na Ceasa, João Carlos Caroni, essa instabilidade climática trouxe mudanças nos preços e foi possível perceber as alterações durante a comercialização entre produtores e comerciantes, nesta segunda-feira. “Tivemos queda na produção de algumas culturas e, com isso, os preços ficam mais altos, como é o caso da abobrinha, do chuchu e do quiabo, que não se adaptam muito bem ao clima quente, e na última semana os termômetros registraram temperaturas altas”, explica o orientador, ressaltando que a caixa de abobrinha estava sendo vendida por R$ 60, enquanto na semana passada valia R$ 25.

Já com relação à chuva do fim de semana, segundo Caroni, a mudança ainda não influenciou, pois para a comercialização de segunda-feira na Ceasa a colheita foi realizada antes, no sábado (26/09), quando o clima ainda estava quente. Caso o tempo chuvoso continue durante a semana, será possível perceber mudanças nos valores de produtos que não se adaptam bem à chuva nas próximas semanas. O que não é o caso da abobrinha, que pode ter queda nos preços se este tempo continuar desta forma. “Estamos acompanhando as previsões. O que os meteorologistas mostram é que o volume de chuva deve cair. Se isso acontecer, os problemas não serão tão significativos. Por outro lado, o produtor está cada vez mais preparado para evitar que o clima cause algum prejuízo na lavoura, adotando medidas para que isso não aconteça”, diz.

Caroni faz um alerta para quem não abre mão de uma boa salada no almoço e no jantar. De acordo com o orientador, com o início da primavera em que a temperatura tende a subir, as famílias voltam a comer mais saladas, um alimento frio que durante o inverno não é muito desejado. Portanto, verduras como alface e tomate devem aumentar de preços nas próximas semanas.

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