O comerciante Antônio Marcos dos Reis Gontijo, 38 anos, vulgo “Bigodinho”, será submetido a júri popular pelo homicídio duplamente qualificado do serralheiro Renato de Alcântara Borges. A decisão é do juiz Fabiano Garcia Veronez, titular da 2ª Vara Criminal. Como no crime houve a participação de dois adolescentes, o réu também será julgado por corrupção de menores.
O crime ocorreu no dia 23 de maio do ano passado, em frente de uma lanchonete na avenida Bandeirantes, bairro Gameleiras. A vítima foi morta com quinze disparos de arma de fogo. O réu teria contratado um dos adolescentes para cometer o assassinato.
Na sentença de pronúncia, o magistrado afirma que a materialidade do crime ficou comprovada através de depoimento de um dos menores, embora o réu não tenha confessado e afirmado que estava em Ribeirão Preto (SP) no dia da morte do serralheiro. Extrajudicialmente, o menor teria dito que havia sido contratado pelo comerciante para matar outra pessoa – R.S.C. –, acusada da morte do irmão dele, Eder dos Reis Targino, ocorrida no dia 27 de outubro de 2013. O adolescente também teria sido reconhecido pelos proprietários do estabelecimento comercial, situado em frente do local onde ocorreu o crime, e ainda flagrado pelas câmeras de segurança. Além disso, o carro de propriedade do réu também foi identificado nas imagens.
Com isso, o magistrado reconheceu os indícios de autoria e utilizou o princípio do “in dubio pro societate”, para que a própria sociedade decida pela condenação ou não em julgamento popular. Quanto à decisão, ainda cabe recurso junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).