A Vale é a terceira maior empresa brasileira de capital aberto, com valor de mercado de R$ 291 bilhões. É também uma das companhias que ditam o comportamento da Ibovespa, respondendo por quase 11% do índice.
Na sexta-feira (25), dia que aconteceu a tragédia de Brumadinho, a bolsa brasileira estava fechada em decorrência do feriado em comemoração ao aniversário de São Paulo. Os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale chegaram a cair 14% após o rompimento da barragem. Os papeis amenizaram a queda na NYSE durante o pregão, mas as baixas seguiram bastante expressivas, na casa dos 8%.
Nesta segunda, com o mercado local aberto, o ajuste de preço das ações negociadas na B3 deve ser feito. Analistas acreditam que o acidente deve influenciar os papeis no curto prazo, podendo, por exemplo, dificultar a obtenção de licenças ambientais e operacionais e até mesmo atrasar a retomada das operações da Samarco. Sem contar que a reconstrução da barragem demandará investimentos e a Vale terá que pagar indenizações.
Se as ações da Vale caírem em torno de 10%, o Ibovespa perde cerca de 1 ponto percentual apenas por causa da empresa. Contudo, isso não significa que o Ibovespa vá cair.
Nesse cenário, vale destacar que, em entrevista coletiva, Fabio Schvartsman, presidente da Vale, afirmou que o momento é de preocupação exclusiva com as vítimas e que “não está preocupado com a produção” da Vale. No relatório do terceiro trimestre de 2018 divulgado pela empresa, o volume de produção do complexo Paraopeba foi de 7,3 milhões de toneladas de minério de ferro, equivalentes a 7% da produção total de minério de ferro da Vale no período.
Ainda, é preciso lembrar o movimento que os papeis da Vale tiveram após o desastre de Mariana. No dia do acidente, em 5 de novembro de 2015, os ativos caíram 2,59% e, no dia seguinte, os ativos tiveram queda ainda maior, de 7,55%. Mas as ações se recuperaram e, desde então, acumulam ganhos de 258%.
*Com informações do Infomoney