Atualmente, 61 novas empresas estão cadastradas para se instalar em Uberaba a partir da chegada da planta de amônia
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico acaba de apresentar os nomes dos representantes da sociedade que vão compor o Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Geração de Renda de Uberaba, formado por 21 membros. O primeiro desafio é o desenvolvimento do Pronatec, programa do governo federal que tem como objetivo ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica para a população. O tema foi discutido durante o encontro.
Utilizando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) dos últimos anos, o governo federal realizou pesquisa sobre a mão de obra na cidade e vai disponibilizar para o próximo ano um número maior de cursos e também de vagas no Pronatec, visando a qualificar o trabalhador local. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (Sticmu), atualmente, 61 novas empresas estão cadastradas para se instalarem em Uberaba a partir da chegada da planta de amônia, o que vai demandar muita mão de obra qualificada.
Para José Lacerda Sobrinho, presidente do Sticmu, a expectativa é de que mais de 6 mil trabalhadores sejam necessários para a construção desse empreendimento. Daí a necessidade de se discutir e planejar melhor a demanda de cursos. “Não se pode pulverizar o número de cursos que serão disponibilizados pela cidade, é preciso ter uma visão estratégica e fazer uma pesquisa aprofundada sobre a demanda de qualificação atual, tendo como base a vocação econômica e de desenvolvimento do município”.
Ele ressalta que no segmento de construção civil, por exemplo, faltam no mercado local trabalhadores qualificados para as funções de soldador e mestre de obras. Sendo assim, empresas estão captando operários em outras cidades.
“Nós temos que ter uma estratégia de comunicação com estes trabalhadores, para que eles se entusiasmem com os cursos e conheçam a nova realidade do mercado de trabalho e as oportunidades oferecidas quanto à necessidade de mão de obra e qualificação”, afirma.