SAÚDE

Coqueluche tem alta de mais de 4.000% no início de ano e Minas Gerais já registrou morte

Secretaria de Saúde vai promover dia D de imunização para ampliar cobertura vacinal; doença pode ser prevenida

O Tempo
Publicado em 01/04/2025 às 17:24
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A coqueluche é uma ameaça crescente em Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) notificou, até esta terça-feira (1º de abril), 259 casos e uma morte em decorrência da doença desde o início do ano. O número de diagnósticos representa um aumento de 4.216% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados seis casos. Para se ter ideia, em apenas três meses, o Estado já superou as notificações dos anos inteiros de 2015 a 2023 – período em que os registros anuais variaram entre 14 e 256 casos. Com a chegada do outono e do inverno, a coqueluche preocupa o governo, já que as baixas temperaturas favorecem a transmissão de doenças respiratórias.

Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira. A alta dos casos chama atenção por representar uma diferença significativa em relação às notificações do ano passado, que já estavam acima do esperado. Em 2024, o Estado bateu o recorde de diagnósticos de coqueluche nos últimos 10 anos, com 845 registros, segundo o Ministério da Saúde. “A doença tem apresentado altos e baixos, e, neste ano, as notificações estão muito superiores às do ano passado. Em todas as doenças respiratórias, os números de 2025 são menores até aqui, com exceção da coqueluche”, reforçou Baccheretti.

O secretário ressaltou que os casos graves da doença, que exigem internação, podem ser evitados por meio da vacinação, incluída no calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Por isso, o governo de Minas realizará o Dia D da vacinação de crianças e adolescentes no dia 10 de maio, um sábado, e seguirá incentivando a imunização nos postos ao longo do ano, oferecendo bonificação aos municípios que alcançarem a meta de cobertura vacinal – pelo menos 95% do público-alvo.

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde, cerca de 87% das crianças no Estado estão vacinadas contra a coqueluche. “A principal arma que nós temos até aqui é a vacina. Então, estamos premiando, dando um bônus para os municípios que atingirem a meta de vacinação. Esse programa vai surtir um efeito muito positivo. Eu gosto de citar a cidade de Araguari, que pegou esse recurso e transformou em, praticamente, o 14º salário dos professores. Esse tem sido o segredo da vacinação”, afirmou o secretário de Saúde. 

O programa de bonificação conta com uma verba de até R$ 150 milhões, que será distribuída entre as cidades que atingirem a meta vacinal de 95%, seguindo regras proporcionais à população. Municípios com até 20 mil habitantes receberão R$ 20 mil; aqueles com população entre 20 mil e 80 mil habitantes terão repasses de R$ 1,50 per capita; e, para os municípios maiores, o valor será de R$ 2,00 por habitante. “Queremos bater o recorde nacional de vacinação”, cravou Fábio Baccheretti. 

O que é a coqueluche?

A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa, causada pela bactéria Bordetella pertussis. No início, seus sintomas se assemelham aos de um resfriado, como coriza, febre baixa e tosse leve. No entanto, a tosse pode se agravar, tornando-se intensa e persistente, e ser acompanhada de vômito após os episódios e dificuldade para respirar.

A transmissão ocorre pelo contato direto com gotículas de saliva de uma pessoa infectada, espalhadas por tosse, espirro ou fala, principalmente em indivíduos que não foram vacinados.

Fonte: O Tempo.

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