Tarifas postais nacionais e internacionais sofrerão reajuste sob forma de recomposição. De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), serão atualizados os preços de serviços como carta, telegrama, FAC (contas e boletos bancários) e malote. A medida foi publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União (DOU), por meio da portaria nº 934.
A estatal justificou o reajuste apontando que há três anos as tarifas acumulavam defasagem em relação à inflação. Por isso, o Ministério da Fazenda autorizou o reajuste de 8,898% como forma de recompor a diferença. Os consumidores devem ficar atentos porque o reajuste deve ser implementado nos próximos dias, após a publicação de uma portaria do Ministério das Comunicações, que oficializará os novos valores dos serviços.
Com o aumento, o envio de uma carta não comercial, que hoje custa R$0,95, passará para R$1,05. Já a carta comercial, que tem tarifa estipulada em R$1,40, passará valer R$1,50. O valor da carta social, voltada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanecerá o mesmo, com preço de R$0,01.
À reportagem, a empresa assegurou que as tarifas são atualizadas com base nos custos repassados à estatal, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados. Ainda, em nota, destacou que a revisão não se aplica ao segmento de encomendas, como o serviço de SEDEX.
Em nota, o presidente da estatal, Giovanni Queiroz afirmou que a expectativa é de crescimento de R$ 780 milhões por ano nas receitas da empresa. “Atualizamos as tarifas dos serviços postais, como cartas e telegramas, que estavam defasadas. A recomposição é de centavos, não onerando a população nem impactando a inflação, mas de grande importância para nosso equilíbrio fiscal”, pontuou o presidente.
Correios pretende definir cortes e otimizar recursos até o final de janeiro
De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o pedido de recomposição das tarifas faz parte de uma série de medidas da nova gestão da estatal que pretendem reduzir o déficit e aumentar as receitas. Nesse sentido, a empresa organiza um trabalho em conjunto com os trabalhadores no intuito de definir cortes e otimizar recursos. Em nota, a empresa alegou que pretende diminuir os valores com patrocínios e publicidade, estender o prazo de renovação da frota de veículos e de mobiliário, além de revisar e renegociar contratos de aluguel de imóveis.