O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. (Foto/Reprodução)
O governo de Cuba passou a temer que o país seja o próximo alvo da política externa do presidente Donald Trump, após ações recentes dos Estados Unidos contra Venezuela e Irã. A ilha enfrenta um colapso energético depois de três meses de bloqueio no acesso ao petróleo, situação que agravou a crise econômica e provocou apagões frequentes.
Em pronunciamento na sexta-feira (13), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel confirmou que houve contatos entre autoridades de Havana e Washington. As conversas ocorrem em meio ao endurecimento das sanções americanas e à falta de combustível, agravada pela interrupção do envio de petróleo venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro e pela suspensão das remessas do México.
Sem aliados capazes de sustentar economicamente o país — já que Rússia e Irã enfrentam seus próprios conflitos e a China evita confronto direto com Washington — Cuba vê sua situação se deteriorar rapidamente. Nesse contexto, o governo Trump afirma buscar um acordo com Havana, que poderia incluir flexibilização de viagens e negociações nas áreas de energia, portos e turismo.
Analistas avaliam que os Estados Unidos tentam promover uma transição política e econômica negociada no país, estratégia semelhante à adotada recentemente na Venezuela. Especialistas, porém, destacam que a pressão externa também pode fortalecer o sentimento nacionalista entre os cubanos e gerar resistência a uma maior influência americana na ilha.