Argumento dos advogados é que Michelle e as filhas não conseguem passar o dia todo com o ex-presidente
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Ton Molina/STF)
BRASÍLIA - A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador durante a prisão domiciliar. A informação é do jornal “O Estado de S. Paulo”.
Os advogados pedem que Carlos Eduardo seja incluído na relação de pessoas que podem frequentar livremente a residência de Bolsonaro, em Brasília, sem a necessidade de autorização judicial.
Hoje, estão autorizados a frequentar o condomínio a esposa, Michelle, e a filha mais nova de Bolsonaro, Laura, além da enteada, Letícia Firmo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e o vereador Jair Renan (PL) podem fazer visitas às quartas-feiras e aos sábados, em uma faixa limitada de horário.
Ao enviar o pedido, nesta quinta-feira (2/4), a defesa de Bolsonaro argumenta que Michelle, Laura e Letícia não conseguem passar o dia inteiro fazendo companhia ao ex-presidente em virtude de compromissos profissionais e acadêmicos. O documento cita que não seria a primeira vez que Carlos Eduardo atua como cuidador do cunhado.
“Por se tratar de pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos, requer-se seja permitida a presença do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres na residência do casal, sempre que se fizer necessário, especialmente durante as ausências da Sra. Michele, independente de autorização prévia”, diz a solicitação.
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro retornou à prisão domiciliar na última sexta-feira (27/3), após autorização de Alexandre de Moraes. Antes, passou duas semanas internado em um hospital particular de Brasília com um quadro de pneumonia bacteriana. Durante quatro meses, ele esteve preso na Superintendência da Polícia Federal e no Complexo Penitenciário da Papuda.
Fonte: O Tempo