Cinco testemunhas de defesa foram ouvidas ontem em audiência de instrução e julgamento na ação penal que apura suposta fraude em licitação para contratação de agência de publicidade
Cinco testemunhas de defesa foram ouvidas ontem em audiência de instrução e julgamento na ação penal que apura suposta fraude em licitação para contratação de agência de publicidade, no ano de 2007, na gestão do então prefeito Anderson Adauto (PRB). Todos os depoimentos foram prestados perante o juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal. O ex-prefeito, réu no processo, não foi ouvido em juízo.
De acordo com a advogada Roberta Toledo Campos, a estratégia da defesa foi mostrar que todo o trabalho contratado pela agência de publicidade, por meio de decreto emergencial, foi devidamente prestado, com os depoimentos das testemunhas, a maioria formada por proprietários de veículos de comunicação. Além disso, o trabalho será para provar que não houve dano aos cofres públicos.
Ela também explica que, na gestão de AA, a média de gasto com publicidade foi de R$5,37 per capita, enquanto na atual se gasta mais de R$15,79 per capita. Na gestão anterior do ex-prefeito, a média de gasto também foi superior, algo em torno de R$6 per capita. “A gestão do prefeito Anderson Adauto foi muito econômica em relação à publicidade, sendo que gastou menos”, reforça a defensora.
A defensora também revela que a escolha pela agência de publicidade, também ré na ação penal, se deu por conta de a mesma ter oferecido desconto de 50% sobre o valor do contrato da primeira licitação, que havia vencido. “Não foi uma escolha aleatória” reforça.
Após esta audiência, o processo continua na fase de instrução, tendo em vista a necessidade de colher mais depoimento. Somente após a conclusão de todas as oitivas seguirá para a próxima fase processual, que são as alegações finais das partes e, em seguida, haverá a sentença judicial.