GERAL

Dependência digital aumenta os casos de canseira ocular

Fabiano Hueb de Menezes, oftalmologista, afirma que a síndrome do usuário do computador não pode ser resolvida com intervenção cirúrgica

Letícia Morais
Publicado em 15/05/2016 às 10:04Atualizado em 16/12/2022 às 18:53
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Neto Talmeli

Fabiano Hueb alerta que 68% da geração da década de 1990 vai desenvolver problemas nos olhos relacionados à canseira

Nos dias de hoje é praticamente impossível encontrar alguém que não tenha acesso a um tablet, smartphone ou computador. E o uso prolongado desses objetos podem ocasionar a Síndrome da Visão do Computador (CVS). O Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional indica que, aproximadamente, 90% das pessoas que passam três horas ou mais por dia no computador desenvolvem a CVS. 

Outros estudos apontam que 68% da geração da década de 1990 vai desenvolver problemas nos olhos relacionados à canseira. Na avaliação do oftalmologista Fabiano Hueb de Menezes, pessoas de outras idades também estão propensas a apresentar esse tipo de doença. “Nessas duas últimas décadas, estão mais frequentes os casos de miopia. O cérebro entende que ele precisa enxergar melhor de perto e acaba esquecendo que a visão de longe também é muito importante. A miopia nos jovens de 10 a 15 anos hoje é maior do que há 20 ou 30 anos”, considera.

Outro problema ao usar esses dispositivos é a diminuição considerável do piscar de olhos. Segundo o especialista, isso faz com que os olhos ressequem mais, pois o ato de piscar tem a função de lubrificá-los. “A pessoa tem dor de cabeça, cansaço visual, dor ao redor dos olhos, sensação de olho seco e vermelho. A luz transmitida pelos aparelhos também deixa os olhos irritados”, afirma.

Uso de colírios lubrificantes deve ser indicado por especialista

O oftalmologista Fabiano Hueb de Menezes orienta que para cada hora em frente ao computador deve-se fazer uma pausa de dez minutos para descanso dos olhos. “Vale lembrar que muitos pacientes apresentam algum vício de refração. Então, se a pessoa apresentar um pouquinho de astigmatismo, hipermetropia ou miopia, os sintomas podem ser mais evidentes”, explica.

Segundo Hueb, o colírio lubrificante deve ser indicado por especialista porque existem remédios disponíveis no mercado que servem apenas para dar a impressão de clareamento nos olhos. “São colírios que, na realidade, pioram os sintomas visuais das pessoas. Por isso, o lubrificante deve ser passado pelo médico, que faz uma análise do problema, de qual parte do filme lacrimal está faltando. A automedicação nunca é recomendada, mesmo no caso dos colírios, porque, às vezes, pensamos que o colírio é inofensivo, mas isso não é verdade”, alerta. 

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