Empresários do comércio de Minas Gerais estão otimistas em relação ao Dia das Mães - uma das datas mais importantes do varejo. Cerca de 56% esperam vendas melhores em relação ao ano passado. Enquanto isso, 24% esperam resultados iguais e apenas 18,6% acham que as vendas serão piores. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).
A pesquisa Expectativa de Vendas 2026 – Dia das Mães foi realizada entre os dias 09 e 17 de abril. Foram avaliadas 409 empresas.
Para Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, o otimismo dos empresários reflete uma combinação de fatores conjunturais e comportamentais.
“O Dia das Mães segue sendo uma data de forte apelo emocional, o que ajuda a sustentar o consumo mesmo em um cenário de orçamento mais apertado", aponta.
No entanto, ela afirma que a cautela dos consumidores pode acabar sendo um entrave para as vendas, sobretudo em função do endividamento elevado das famílias e de um consumidor mais atento ao preço e ao planejamento das compras.
"Isso explica por que o crescimento esperado nas vendas tende a se concentrar em tíquetes médios mais controlados e em modalidades de pagamento, como o Pix e cartão de crédito", diz.
Segundo a pesquisa, o tíquete médio deve oscilar entre R$ 70 e R$ 200 para 38,4% dos empresários. Além disso, o Pix (28,5%), o cartão de crédito à vista (28,3%) e o cartão de crédito parcelado (27%) devem ser as modalidades de compra mais utilizadas na data conforme a pesquisa.
Contratações temporárias
A contratação de mão de obra temporária para as vendas de Dia das Mães será feita por 5,2% das empresas, percentual abaixo do ano passado quando 5,5% dos empresários fizeram as contratações para o período.
Pico de vendas
O pico de vendas para a data deve ocorrer na própria semana do Dia das Mães conforme 72,2% dos entrevistados; para 21,6% as compras devem acontecer no início do mês de maio.
Modalidades de compra
De acordo com 52,3% dos entrevistados, as vendas serão realizadas pela internet, ao contrário de 47,7% que não farão vendas on-line. O WhatsApp centraliza as vendas pela internet com 88,5% de preferência dos comerciantes, já o Instagram vem como segunda opção para 46,2%.
Fonte: O Tempo.