GERAL

Economista alerta para prazo de consignado

Recentemente, o governo ampliou o prazo de pagamento do crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores

Publicado em 14/10/2014 às 21:16Atualizado em 17/12/2022 às 03:14
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Recentemente, o governo ampliou o prazo de pagamento do crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores públicos federais. No caso de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número máximo de parcelas passou de 60 para 72, valendo para desconto em folha ou cartão de crédito. Para servidores, o período aumentou de 60 para 96 meses. Segundo economista, a medida tem um viés positivo, pois o prazo maior permite diminuir o valor da prestação. “Mas os contemplados devem saber administrar o benefício”, alerta.

“O efeito positivo é que permite uma folga no valor do desconto do consignado. A pessoa pode transformar o empréstimo atual em um mais longo e, assim, suavizar seu orçamento mensal. Por outro lado, o comprometimento da renda diminui e aumenta o espaço para contrair novos empréstimos. Então, aumenta o montante total da dívida. Esse é o risco implícito nessa operação”, analisa o economista Gilberto Braga, professor de Finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec).

Segundo Braga, apesar de a taxa de juros ter sido mantida inalterada nos dois casos – de 2,14% a 3,06% ao mês, no caso de aposentados e pensionistas, e 2,5% ao mês, no caso de servidores públicos –, o tomador de crédito deve se lembrar que, quanto maior o prazo do empréstimo, maior o valor em juros que terá pago ao final dele. Ele recomenda critério na hora de contrair dívidas.

“O ideal, se puder, é reduzir o número de prestações, para reduzir o valor dos juros e, também, para diminuir o tempo que o servidor ou aposentado fica preso à obrigação”, aconselha.

De acordo com Edison Costa, presidente da Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (Aneps), as instituições representadas pela entidade estão sujeitas a ajustes dos bancos para ofertar os novos prazos.

Na avaliação de Edison, do ponto de vista das empresas de crédito, o prazo maior pode ser benéfico. “Para nós é bom, pois reativa os processos. Os créditos já estavam um pouco estrangulados. Dá um alívio no caixa das pessoas, melhora um pouco a movimentação da economia, pois põe mais recursos em circulação. Mas é uma medida paliativa; vai durar o tempo que você recicla a carteira”, destaca. Ele acredita em aumento nos empréstimos feitos por aposentados.

Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse, por meio de sua assessoria de comunicação, que ainda não há como estimar o impacto dos novos prazos na procura por crédito. A entidade informou que “a implementação do novo prazo das operações de consignado depende de pequenos ajustes sistêmicos das instituições financeiras”. A Febraban também destacou que o cliente pode optar por prazos inferiores ao limite máximo e que, antes de finalizar qualquer operação, deve ter certeza de que o valor da parcela não irá comprometer as outras despesas do mês.

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