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Emprego na indústria amarga nova queda e perspectivas para 2016 continuam ruins

Presidente da Fiemg Regional, Nagib Facury, avalia a situação do setor com preocupação, haja vista a improvável recuperação da economia

Publicado em 18/12/2015 às 15:43Atualizado em 16/12/2022 às 20:49
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 Pelo 10º mês seguido, o emprego na indústria amarga nova queda e fecha balanço negativo. Em outubro, a queda foi de 7,2%, a mais intensa da série histórica, que começou em dezembro de 2000, segundo dados divulgados hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesse sentido, a queda acumulada na indústria é de 5,9% neste ano e corresponde a 5,6% se o período de apuração for de 12 meses. “Nós ainda estamos fechando o balanço deste ano, porém, sabemos que os números da indústria estão negativos há dois anos. Essa situação nos preocupa muito”, afirma o presidente da Fiemg Regional Vale do Rio Grande, Nagib Facury.

Em comparação a outubro de 2014, não foi só o setor industrial que sofreu com quedas e mais quedas. Os 18 ramos pesquisados pelo IBGE têm o mesmo cenário, com destaque para o de meios de transporte, com 13,4% de queda, e também para máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com 15,2%.

Seguindo a lógica de recuo, também diminuiu o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria. Se comparada a setembro, a baixa de outubro foi de 0,9%. O cenário se agrava se a comparação for com outubro de 2014, quando o setor pagou 8,1% a mais do que o mesmo mês este ano.

Os números acendem a luz amarela na indústria, que vê com preocupação o futuro no setor. “As perspectivas para o ano de 2016 não são nada boas. Não acreditamos na recuperação da economia no próximo ano. A não ser que o governo dê um novo impulso, uma cara nova para tudo o que está acontecendo neste momento na economia, mas não acreditamos nisso. O próximo ano tem tudo para ser com números negativos”, avalia o presidente.

Mudanças no Ministério da Fazenda. Para o presidente Nagib Facury, a sinalização de saída de Joaquim Levy do cargo de Ministro da Fazenda é um bom momento para que a presidente Dilma Rousseff coloque um representante pertinente à indústria em seu lugar. “Nós apostamos e gostaríamos que a presidente colocasse alguém ligado à indústria, ao comércio ou ao serviço. Nesse momento, nós vemos o nome do ministro Armando Monteiro como uma opção para ocupar o cargo, o que agrada muito todo o nosso setor. Caso isso ocorra, será um grande acerto do governo Dilma”, considera

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