GERAL

Ex-procurador alega empréstimo de autos a advogado de acusado

O ex-procurador do município Sérgio Henrique Tiveron nega o desaparecimento do processo das dependências do órgão da Prefeitura

Publicado em 09/01/2013 às 22:55Atualizado em 19/12/2022 às 15:24
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O ex-procurador do município Sérgio Henrique Tiveron nega o desaparecimento do processo das dependências do órgão da Prefeitura de Uberaba. Ele esclarece que após fazer a carga dos autos, o advogado do ex-subsecretário Luiz Humberto Borges pediu os volumes emprestados, pois não havia feito a defesa do seu cliente. “E desde então ele não devolveu o processo”, diz.

Sérgio Tiveron diz que temia que a situação ocorresse quando autorizou o empréstimo e esclarece ainda que, ao procurar o profissional, este lhe garantiu que o havia devolvido. “O que não é verdade”, assegura o ex-procurador, destacando ter testemunhas de que não houve a devolução.

Ao contrário do que alega o promotor – que aguarda a formalização do desaparecimento do processo –, Sérgio Tiveron revela que já denunciou o caso ao Ministério Público. Ele também comenta que caso o processo não seja restituído, será necessário fazer autos suplementares, ou seja, refazê-lo com as cópias tiradas pelos advogados que atuam na defesa.

Procurado pela reportagem, Willian Magalhães confirma ter manuseado o processo e retirado, por cerca de duas horas, da Procuradoria-Geral do Município. “Eu tenho certeza de que houve a restituição”, informa o advogado, dizendo que o objetivo era fazer uma análise nos autos a pedido de Luiz Humberto Borges – visto que não atua na defesa. Para ele, o processo se encontra ainda nas dependências da PMU. Ainda segundo ele, não existe nenhum interesse em querer sumir com o processo, visto que absolvição de todos os réus é praticamente certa. “Não existem motivos para sumir com este processo. O importante é que ele apareça para que seja julgado”, defende.

Ele diz que está sendo acusado pelo ex-procurador e já constituiu um advogado para tratar da situação juridicamente. Ao invés das acusações, ele defende que o ex-procurador comunique o desaparecimento dos autos à Justiça, à Ordem dos Advogados do Brasil e ao próprio Ministério Público Estadual, visto que se trata de uma ação cível pública.

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