Dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) em 28 de agosto deste ano apontam o segundo trimestre de recessão no país. Já sentido no mercado, o momento econômico difícil começa a refletir dentro das casas dos brasileiros.
A reportagem do JM Online conversou com a jornalista Míriam Leitão durante lançamento de seu livro no Festival Literário de Araxá. Na publicação, ela traz análise do cenário econômico do país por quatro anos e, com diversas entrevistas e pesquisas feitas com especialistas, a jornalista se gabarita a avaliar o futuro do país.
Saia do vermelho
A crise dentro de casa
A jornalista acredita que a crise chega a ser sentida de diversas formas no âmbito doméstico. “Temos a inflação. Todos que estão fazendo compras estão sentindo claramente que fica mais difícil comprar os mesmos produtos a cada mês. Observamos também jovens, que até recentemente estavam muito mais dedicados à sua formação, agora estão indo para mercado de trabalho por causa do momento de insegurança”, explica.
A jornalista avalia que o momento de recessão é a hora certa para as famílias avaliarem o seu investimento com maior cuidado e estratégia. Nesse sentido, ela aconselha ter cautela para evitar o endividamento, sobretudo para os imprevistos, que podem se tornar um problemão no orçamento doméstico. Por outro lado, ela lembra que famílias que possuem alguma reserva monetária podem encontrar bons negócios, devido à queda de preços.
Queda e Ascensão
A jornalista prevê que a recessão deve durar pelo menos dois anos. Em sua avaliação, a situação econômica do país já podia ser prevista. “O governo tomou uma série de decisões erradas, adotando políticas de aumentar gastos e de evitar a inflação. Não se pode pegar o preço e jogar para debaixo do tapete por que ele vai voltar”, pontua.
Mesmo com o período prolongado de recessão, Miriam ainda guarda boas expectativas para o futuro do país, enfatizando ser importante olhar mais adiante. “Nós temos um país com muitas potencialidades para o século XXI. Nós não podemos ficar só pensando em crise e olhando para o buraco. A gente tem que se animar, olhar para adiante e ver quais são as chances que temos. Nós não vamos, por causa de uma crise, perder um país”, finaliza.