Jairo Chagas
Em agosto foram registradas 372 importações no valor de US$ 58 milhões; as exportações somaram US$ 240 mil
Estação Aduaneira do Interior (Eadi) divulga relatório, e importações continuam a subir. Os números são animadores no Porto Seco de Uberaba. A quantidade de empresas que realizam as transações no local está aumentando. Por outro lado, a direção ainda aguarda a nomeação de um fiscal para produtos agropecuários. A ausência do profissional, que vem sendo solicitado desde o início do ano, está gerando alguns transtornos.
De acordo com as informações repassadas pela supervisora do porto seco, Márcia Moreno, no mês de agosto foram registradas 372 importações, no valor de US$ 58 milhões; já em relação às exportações, foram 5, perfazendo o valor de US$ 240 mil. Portanto, em relação ao mês de julho, houve incremento de 30 importações, e o total de transações até o dia 30 de agosto foi de 2.561 importações, no valor de US$ 414 milhões. “O movimento no porto seco é intenso o ano inteiro. Não existe sazonalidades, pois as empresas que utilizam o local atuam direto com importação. Mas é claro que existem alguns projetos que geram incremento na movimentação”, diz.
Márcia lembra que, no início, quando foi instalado o porto seco de Uberaba, não era fácil atingir volume expressivo de importações e exportações. Normalmente chegava-se ao número de mil importações no mês de outubro.
O número de empresas utilizando o porto seco está aumentando. Além de atender a demanda das locais, outras empresas da região já estão procurando o porto de Uberaba para importar produtos, como peças de automóveis e de informática. Já com relação à exportação, que sempre foi pequena, Márcia explica que os empresários preferem realizar esse tipo de serviço direto no porto, a maioria no Porto de Santos.
Entretanto, a preocupação na Eadi, agora, é outra. Os diretores alertam para a necessidade de contratação de fiscal para produtos agropecuários. Em todo recinto alfandegado, para que a Receita Federal faça o desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas é necessário que tenha órgãos anuentes, e o Ministério da Agricultura é um deles. No caso do porto seco de Uberaba, este é um setor de bastante movimento, pois grande parte das mercadorias importadas é de defensivos agrícolas. Antes existiam três fiscais para produtos agropecuários, sendo que dois se aposentaram. Agora, existe apenas um, que também deve se aposentar em breve.
“Ainda não conseguimos este profissional e a ausência dele deixa o processo mais lento, pois é preciso agendar a vinda de um fiscal de Uberlândia para realizar o serviço, gerando um impacto na agilidade. Mas esta é uma situação que deve ser resolvida em nível federal, que tem de nomear essa pessoa”, afirma.