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Feriados geram queda de até 1,5% no faturamento da cidade

Em virtude do menor número de dias úteis, o impacto anual deverá ser 22,5% maior que o verificado no ano passado. Isto significa uma perda de lucratividade da ordem de R$15,5 bilhões

Thassiana Macedo
Publicado em 22/04/2015 às 19:14Atualizado em 17/12/2022 às 00:28
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Cálculos da Confederação Nacional do Comércio revelam que cada feriado provoca uma perda de 10,1% no lucro médio mensal do comércio. Em virtude do menor número de dias úteis em 2015, o impacto anual deverá ser 22,5% maior que o verificado no ano passado. Isto significa uma perda de lucratividade da ordem de R$15,5 bilhões neste ano, já descontada a expectativa de inflação prevista para 2015.

Para o primeiro vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Orlando Geraldo da Silva, os feriados provocam grandes prejuízos pela ausência de trabalho. “A Federação do Comércio do Rio Grande do Sul calcula cerca de R$800 milhões de prejuízo e, extrapolando para a nação, espera-se mais de R$15 bilhões. Esse valor é bastante considerável, em especial se levarmos em conta que é fruto do ócio, ou seja, da ausência de trabalho. Quando poderíamos estar trabalhando e produzindo, estamos desprezando essa grande virtude que é o trabalho”, destaca.

Orlando Silva explica que o menor número de dias úteis no ano corrente contribui para o agravamento das perdas relativas ao maior número de feriados em razão da crescente relação entre folha de pagamento e receita operacional no comércio brasileiro, em curso desde 2009. “Para os que não puderem ser anulados, porque creio que há alguns feriados no Brasil que poderiam ser suprimidos, pois a comemoração poderia ocorrer aos domingos e segundas-feiras. Deus já determinou um dia de descanso para todo mundo e mais do que isso é invenção. Acredito que não se valoriza e nem se prestigia ninguém e nem acontecimento algum parando atividades. A maneira mais digna de valorizar algo ou alguém é trabalhando e produzindo riquezas e bem-estar”, avalia o vice-presidente.

Em Uberaba, o dirigente da CDL destaca que a perda chega a 1,5% do faturamento da cidade devido ao feriado de 21 de abril. “O lojista ganha com as portas abertas. À medida que fecha, ele fica deprimido ao ver pessoas passando em frente do seu estabelecimento. Se abre num feriado, o custo com horas extras e outros encargos se elevam muito. Por isso, o feriado é sempre contra o lojista”, avalia. Orlando Silva ressalta que apenas os setores de turismo, lazer, entretenimento e gastronomia podem ser beneficiados pelos feriados prolongados. Para os demais, só há prejuízos. Segundo a CDL Uberaba, cerca de 90% dos negócios brasileiros são representados por pequenas e microempresas, sendo o segmento que mais sofre com as paradas motivadas por feriados.

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