Funeral simbólico foi realizado ontem em Uberaba por servidores públicos da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho. A categoria aderiu na última segunda-feira à greve nacional
Funeral simbólico foi realizado ontem em Uberaba por servidores públicos da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho. A categoria aderiu na última segunda-feira à greve nacional. O ato teve como objetivo enterrar o poder aquisitivo dos salários. Aproximadamente cinquenta servidores aderiram à mobilização.
O funeral simbólico seguiu todo ritual como leitura do sermão cujo texto retratou os problemas vividos pelos servidores. Em seguida, houve o enterro simbólico do poder aquisitivo dos salários e por fim, os manifestantes fizeram a avaliação do movimento grevista.
De acordo com a servidora da Justiça do Trabalho, Lilian Lyra, o funeral também teve como objetivo defender a autonomia do Poder Judiciário. Segundo ela, os servidores estão sem reajuste há oito anos. Além disso, ela destaca que a presidente Dilma Rousseff (PT) vetou o orçamento do Poder Judiciário na parte que contempla o reajuste salarial dos servidores públicos do Judiciário Federal, ferindo o princípio constitucional da autonomia e independência dos poderes da República.
Ela também destaca que a categoria não tem data-base e o mandado, interposto há anos pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Minas Gerais (Sitraemg), visando à concessão do reajuste anual previsto constitucionalmente, está parado no Supremo Tribunal Federal (STF) com a ministra Rosa Weber.
Na segunda-feira, haverá novo ato em Uberaba. A mobilização será realizada a partir das 13h na porta da Justiça do Trabalho.