Escanear um QR Code em um cardápio, mesa de restaurante ou placa de pagamento já faz parte da rotina de muitos brasileiros. No entanto, criminosos têm aproveitado essa praticidade para aplicar golpes que desviam pagamentos via Pix, roubam dados pessoais e até comprometem celulares.
A fraude, conhecida como quishing — junção de QR Code com phishing — acontece quando golpistas substituem o código original por um falso. Ao escanear o adesivo adulterado, a vítima pode ser direcionada para páginas fraudulentas, realizar pagamentos para contas dos criminosos ou instalar programas maliciosos no aparelho.
O golpe ganhou destaque após a prisão de uma quadrilha suspeita de trocar QR Codes em estabelecimentos comerciais na Bahia. Casos semelhantes já foram registrados em restaurantes, estacionamentos, eventos e outros locais que utilizam esse tipo de tecnologia.
Segundo o advogado especialista em Direito Digital, Afonso Morais, a popularização dos QR Codes fez com que eles também se tornassem alvo dos criminosos.
"Hoje o maior alvo dos golpistas é a confiança das pessoas. Um simples adesivo pode abrir caminho para um golpe financeiro ou até para a invasão completa de um celular", alerta.
Além dos consumidores, estabelecimentos comerciais também podem ser prejudicados. Como muitos QR Codes ficam expostos em mesas ou totens, basta que um adesivo falso seja colocado sobre o original para que diversos clientes sejam enganados antes que a fraude seja percebida.
Como evitar o golpe
Especialistas recomendam alguns cuidados antes de escanear qualquer QR Code:
O Procon também orienta que o consumidor passe a mão sobre a placa do QR Code para verificar se existe algum relevo, o que pode indicar que um adesivo foi colocado sobre o código original. Esse simples cuidado pode evitar prejuízos financeiros e o roubo de dados pessoais.