Havia 427 trabalhadores no local, dos quais cerca de 150 estão desaparecidos.
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Uma nota divulgada na noite de ontem (25) pelo governo de Minas Gerais confirma sete mortes por causa do rompimento de uma barragem da Mina Feijão, na cidade de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Conforme o comunicado, nove pessoas foram retiradas da lama com vida e mais 100 que estavam ilhadas também foram resgatadas.
Para acompanhar os desdobramentos da tragédia, ocorrida no início da tarde de ontem (25), o governador Romeu Zema se deslocou para o município. A Mina Feijão pertence à mineradora Vale. Dados fornecidos pela empresa e divulgados pelo governo mineiro apontam que havia 427 trabalhadores no local, dos quais cerca de 150 estão desaparecidos.
O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse que não se sabe o que ocorreu . "Ainda é muito cedo para termos essa informação". Segundo ele, a tragédia é mais humana do que ambiental.
Técnicos da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) trabalham para restabelecer a energia elétrica de aproximadamente 2 mil pessoas. A estatal mineira diz que há cinco torres de iluminação para auxiliar os trabalhos de salvamento durante a madrugada. Por sua vez, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) assegura que não há risco de desabastecimento de água na região metropolitana.
Bombeiros de Uberaba seguem para Brumadinho; mortes são confirmadas
O Corpo de Bombeiros confirmou pelo menos sete mortes e 200 pessoas desaparecidas até a noite de ontem depois da tragédia na Barragem da Mina Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Vários órgãos, principalmente os de segurança, estão no local para definir estratégias de atendimento.
De acordo com informações do 8º Batalhão de Bombeiros Militares de Uberaba, seguiu ontem à noite para Brumadinho a equipe de Busca, Resgate e Salvamento (Bresc) de resposta a desastres, com seis militares, sendo dois do 5º BBM de Uberlândia (ten. Hipólito e sgt. Clarissa) e quatro do 8º BBM de Uberaba (sgt. Thales, cb Italo, cb Alecio e cb Heitor) junto com os cães do 8º BBM.
O Sistema de Comando de Operações está estruturado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica. O campo está sendo usado como área de avaliação e triagem das vítimas para atendimento médico, além de estacionamento de viaturas.