No início da semana, foi anunciada pelo governo federal a desoneração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis. As alíquotas do IPI foram zeradas para móveis e laminados; no caso de papéis de parede, passaram de 20% para 10%, e para luminárias e lustres, de 15% para 5%. O governo também manteve as isenções que já vinham sendo aplicadas à linha branca.
Os empresários do segmento já estão estudando o percentual que será reduzido no preço final dos produtos, mas é certo que o consumidor sentirá o reflexo no bolso de maneira positiva, o que deverá acontecer a partir do próximo mês. A situação não é a mesma que ocorreu com os eletrodomésticos da chamada linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras de roupas), que tiveram repasse imediato de preços ao consumidor final.
De acordo com Bruno Gomes, responsável pelo setor financeiro de indústria de móveis, reunião seria realizada com a diretoria para definir o repasse ao consumidor final. “Na verdade, repassamos para nossas franquias e estas repassam para o cliente. Devemos respeitar a isenção total anunciada pelo governo. O que foi determinado repassaremos para nossas franquias.”
Em loja de móveis, a vendedora Maria Auxiliadora dos Reis ressalta que haverá a redução nos preços dos produtos, porém ainda não foi definido o percentual exato e a data de quando os valores estarão menores, pois o responsável pelo departamento financeiro ainda está analisando a queda nos preços. “Provavelmente, a partir de 1º de abril, já estaremos com preços mais baixos – em média de 8% a 10% – para o consumidor”, comenta.
Linha branca. O governo também resolveu estender a redução do IPI da linha branca, que terminaria em março, por mais três meses. O IPI reduzido vai valer até 30 de junho. O governo estima que vai deixar de arrecadar quase R$ 500 milhões.
O ministro Guido Mantega disse que a contrapartida da indústria será a manutenção dos empregos. Segundo ele, não deverão ocorrer demissões nos setores beneficiados enquanto vigorar a redução do IPI.