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Greve dos eletricitários chega ao 13º dia e categoria cobra negociação com a Cemig

Letícia Morais
Publicado em 08/12/2015 às 15:20Atualizado em 16/12/2022 às 20:57
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Fotos/Divulgação

Eletricitários de todo o estado estão há 13 dias de braços cruzados

Eletricitários de todo o estado estão há 13 dias de braços cruzados. A categoria continua sem conseguir negociar com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). De acordo com o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro), a Cemig já avisou que abrirá mão da proposta de inflação do período. Nesse sentido, os profissionais continuam organizando manifestos para mobilizar mais funcionários e pressionar à companhia.

Em Uberaba, os funcionários se reuniram em frente à sede da empresa na Univerdecidade na manhã desta terça-feira (8). O presidente do Sindieletro, José Henrique Vilela, confirmou que a categoria irá realizar um manifesto maior envolvendo todos os trabalhadores da Cemig do Triângulo Mineiro, em Uberlândia, nesta quarta-feira (9). “Hoje estamos concentrados aqui na Univerdecidade. Amanhã iremos realizar um manifesto na porta da Cemig, no Centro Regional de Uberlândia”, adiantou.

De acordo com a categoria, a companhia energética não se mostrou disposta a negociar. “Porém, vale lembrar que a nossa pauta não é só sobre a relação de trabalho. Queremos discutir com a Cemig no sentido de melhorar o atendimento dela. Por isso, estamos pressionando o governo de Minas que assumiu compromisso com a primarização e interiorização dos funcionários”, explica o sindicalista.

José Henrique Vilela salientou que a expectativa agora gira em torno da possibilidade de o presidente da Cemig, Mauro Borges, assumir pessoalmente a negociação. “O presidente está retornando hoje de viagem e temos perspectiva de que ele assuma as negociações e proponha uma reunião com a nossa categoria ainda essa semana”, acredita.

Conheça as reivindicações da categoria

Entre as reivindicações estão o reajuste salarial, 10% de aumento real e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Além disso, os trabalhadores pedem melhoria nas condições de trabalho. “Queremos mais qualidade de serviço e acabar com as mortes. Só este ano perdemos cinco trabalhadores enquanto exerciam suas funções. Os trabalhadores terceirizados não são treinados e qualificados, porém são explorados com excesso de jornada e por não receberem seus direitos são expostos a esse trabalho precário”, finaliza.

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