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Grupo que aplicava golpe em idosos é condenado por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro

A condenação ainda está sujeita a recurso

Publicado em 12/07/2019 às 17:51Atualizado em 17/12/2022 às 22:27
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu na Justiça a condenação de 14 integrantes de uma organização criminosa que usou, de 2012 a 2016, o nome de empresas de seguro e previdência, como Capemi/Capemisa e GBOEX, para aplicar golpes em idosos.

De acordo com a denúncia da 11ª Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado de Belo Horizonte, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a organização criminosa convencia as vítimas de que tinham dinheiro a receber dessas empresas ou então de ações judiciais em desfavor do Estado. Diziam que o valor só seria creditado após o pagamento de honorários advocatícios ou custas processuais e que a quitação deveria ser feita por meio de depósitos bancários. As vítimas eram escolhidas a partir de dados cadastrais obtidos ilegalmente.

Passando-se por advogados, oficiais de Justiça, gerentes de banco e integrantes das forças armadas, um membro da organização, tendo em mãos informações da vítima, criava uma história e fazia contato telefônico, iniciando a aplicação do golpe. Geralmente, diziam que, por várias vezes, a documentação do processo judicial ou que possibilitaria o pagamento teria sido enviada, mas que teria retornado porque os Correios ou o oficial de Justiça não teriam localizado a vítima na residência.

Para passar credibilidade, o responsável pela ligação lia o endereço da pessoa, com exceção do número, que estava errado. Tudo feito para dar aparência de verdade à história. A partir desse ponto, o integrante do grupo afirmava que, diante das tentativas frustradas de envio da documentação, o tempo para receber o benefício estava se encerrando, levando a vítima a efetuar o depósito imediatamente. Depois de realizar a transferência, a vítima não conseguia mais contato com o golpista.

Num dos episódios, um membro da organização ligou para um militar reformado dizendo que teria R$ 88 mil de fundo de pensão a receber. Acreditando na história, a vítima depositou R$ 3,8 mil na conta indicada pelo golpista. Após esse depósito, a vítima teria recebido uma nova ligação, solicitando complementação do depósito no valor de cerca de R$ 9,3 mil, quando o militar percebeu que teria caído num golpe.

Para lavar o dinheiro, o grupo usava contas bancárias de terceiros, alheios à trama. Outra forma seria a diluição dos valores conseguidos ilegalmente em empresas de locação de veículos, instalação de antenas, fabricação de bolsas e venda de cosméticos. Algumas delas, segundo as investigações, pertenceriam aos próprios membros da organização, mas a atuação no mercado seria informal.

As penas variam entre sete e 14 anos de prisão. A condenação ainda está sujeita a recurso perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Porém, na sentença, foi determinada a imediata expedição de mandado de prisão em relação aos líderes da organização 

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