Empresários do ramo apostam em promoções para minimizar os impactos da crise
O aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pesará no bolso dos pais já a partir desta sexta-feira, dia 1º de janeiro de 2016. Para alguns itens de materiais escolares como apontador, borracha, caderno, lápis de cor, régua e giz, a alíquota passará de 12% para 18%. Algumas papelarias tentam segurar o repasse para o consumidor, em uma tentativa de não atrapalhar as vendas da volta às aulas.
Empresário do setor, Donaldo dos Santos explica que ainda está conseguindo segurar o repasse no preço dos materiais escolares. “Os produtos que eu comprei e já paguei a substituição tributária, não remarquei. Mas, a partir do momento que eu receber novos produtos remarcados, ou seja, com os aumentos dos impostos, terei que fazer a majoração de preço. Essa é uma forma de auxiliar os pais que estão com dificuldade para comprar os itens”, avaliou.
De acordo com Donaldo, o movimento na sua papelaria em dezembro cresce entre 60% a 80% com relação a novembro, por isso o estoque já foi reforçado. “Ainda tenho em torno de 60 caixas de papel A4 de 500 folhas, como também algumas marcas de cadernos e lápis de cor mais baratos. Nós também estamos apostando em promoções mais fortes em vários itens do material escolar e na diversificação das formas de pagamento, no intuito de ajudar a alavancar as vendas”, explica.
Em outra papelaria, o movimento já aumentou de 10% a 15% nesses últimos dias de dezembro. “Alguns pais optaram por adquirir os materiais para os filhos neste fim de ano com a ajuda do 13º salário. Entretanto, acredito que a procura nesta época permanecerá a mesma do ano passado. Só iremos perceber um movimento considerável a partir do dia 10 de janeiro”, afirma o proprietário de outra papelaria da cidade, José Bizinotto.
Apesar da crise, setor investe em trabalhadores temporários. Mesmo a crise econômica atingindo diversos setores, o empresário Donaldo dos Santos garante que pretende contratar mais trabalhadores temporários para fortalecer as vendas. “Ainda temos vagas para temporários, duas pessoas para a área de vendas e outras duas para trabalhar como caixa. Esse foi um ano atípico. No ano passado tínhamos mais funcionários, mas é preciso adequar o custo com a demanda/venda. Não faço o repasse ao meu cliente e tenho que apertar a minha margem de lucro, por conta disso, a contratação fica um pouco amarrada”, avalia.