Inflação em 2015 chegou à casa dos 10,67%, bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central para o ano. Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficou em 0,96%. As taxas tanto de dezembro quanto do ano, em geral, são as maiores desde 2002, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.
A meta central para 2015 e 2016 para a inflação é de 4,5%, podendo oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida, de acordo com o sistema vigente no Brasil. Em 2014, o IPCA fechou em 6,41%.
Os índices preocupam ainda mais o consumidor, que vê os preços crescendo a cada dia um pouco mais. Os principais fatores que impulsionaram o fechamento da inflação acima dos dois dígitos são a elevação dos preços dos alimentos, combustíveis e energia elétrica, sendo que a última exerceu peso de 1,5 ponto percentual (a energia elétrica ficou 51% mais cara em 2015). Se somado ao peso dos combustíveis, de 1,04 ponto, o impacto dos setores é de 24% na inflação.
Produtos. O ano foi pesado para o bolso do consumidor. Entre os alimentos, o campeão da alta do preço foi o abacate, que ficou 119% mais caro. Em seguida aparece a cebola, cujo valor ficou 60,61% maior. Em contrapartida, as passagens aéreas aliviaram o consumidor, registrando queda de 15,23% no ano. Os hotéis também ficaram mais baratos para o consumidor, registrando queda de 3,46%.