Juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal, pode proferir a qualquer momento a sentença condenatória envolvendo o assassinato e a ocultação de cadáver da estudante de jornalismo Jaquelaine Arruda. O auxiliar de produção Andre Inácio de Albuquerque responde pelo crime, ocorrido em 17 de julho de 2014.
Em abril, o réu foi ouvido em juízo pelo magistrado. Na ocasião, ele afirmou em depoimento que o tiro que matou a vítima foi acidental e teria ocorrido em meio a uma discussão. André Inácio disse ainda que estava armado em razão das ameaças que os dois vinham recebendo de outras pessoas que também tinham envolvimento com Jaquelaine Arruda, que era garota de programa. Além disso, o acusado disse que a vítima pedia a ele que abandonasse a esposa e ainda ameaçava contar a ela sobre o relacionamento extraconjugal. Também em juízo, ele negou que colocou fogo no canavial onde o corpo foi desovado. Após o depoimento, o réu retornou à penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, onde se encontra preso preventivamente.
Após a audiência, as partes apresentaram as alegações finais e agora os autos estão, desde a semana passada, conclusos para julgamento. André pode ser pronunciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado e, com esta decisão, acabar submetido ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes contra a vida.
O corpo da estudante foi localizado três dias após o crime por funcionário de uma usina de cana-de-açúcar, nu e parcialmente queimado, no meio de um canavial na AMG-2595 (antiga avenida Filomena Cartafina). A confirmação de que se tratava da estudante desaparecida aconteceu com o reconhecimento por parte de parentes. Ela foi morta com um disparo efetuado a curta distância e na nuca.