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Justiça começa a ouvir familiares sobre assassinato de sobrinho

Em audiência oitiva, o juiz Ricardo Cavalcanti Motta ouviu os primeiros depoimentos de familiares e testemunhas para apurar a acusação de homicídio duplamente qualificado

Thassiana Macedo
Publicado em 15/11/2011 às 23:54Atualizado em 19/12/2022 às 21:22
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Em audiência oitiva, o juiz Ricardo Cavalcanti Motta ouviu os primeiros depoimentos de familiares e testemunhas para apurar a acusação de homicídio duplamente qualificado contra Geraldo Gonçalves da Silva. De acordo com o advogado de defesa, Cleber dos Santos Rosa, Geraldo foi ouvido para esclarecer sua versão sobre a motivação do crime. O acusado mantém a justificativa de legítima defesa. O comerciante terá de se apresentar ao Tribunal do Júri, que ainda não tem data marcada.

Segundo Cleber dos Santos, Geraldo afirma que sofria várias ameaças veladas da vítima, sempre que se encontrava sozinho com ela. “No dia do fato, ele chegou a receber uma ligação da vítima, marcando encontro para o acerto da sociedade, e durante o encontro ele alega que a vitima se levantou, levando a mão à cintura. Geraldo acreditou que a vítima estava armada e atirou para se defender”, afirma.

Como ficou caracterizada a prática de homicídio, o juiz Ricardo Cavalcanti irá transferir a competência de julgar o caso aos sete membros do Tribunal Popular. A sentença de pronúncia deve sair ainda esta semana, mas a defesa afirma que entrará com recurso para desqualificar o delito. “Vamos discutir se Geraldo agiu ou não em legítima defesa somente no dia do Tribunal do Júri, ou seja, no dia do julgamento popular. Porém, ainda cabe recurso no Tribunal de Justiça, não no sentido de absolvê-lo ou evitar o julgamento, a motivação desse recurso é para desqualificar o delito”, esclarece o advogado.

As qualificadoras são a de motivo fútil, que é a disputa pela venda de supermercado em razão da sociedade, e que o fato de Geraldo Gonçalves portar uma arma de fogo dificultou a defesa da vítima, o que aumenta a pena mínima para 12 anos de prisão. A intenção de desqualificar a prática é fazer com que Geraldo seja julgado por um crime menos grave, com pena mínima a partir de seis anos. A defesa já fez o pedido para que Geraldo aguarde o julgamento em liberdade, já que ele tem profissão, endereço fixo e não possui antecedentes criminais.

Relembre o caso. Venda de um supermercado foi motivo para Geraldo Gonçalves da Silva atirar contra o sócio R.P.L, 27 anos, na noite no dia 15 de junho de 2011, na frente da família. O crime ocorreu na rua Diva Prado de Azevedo, bairro Jardim Manhattan. A vítima era casado com a sobrinha de Geraldo. Ambos vinham se desentendendo quanto à venda do estabelecimento, localizado no bairro Abadia.

Por volta de 21h, Geraldo discutiu com R. e, armado, deu três tiros em sua direção, acertando-o na perna, nas costas e na nuca. Depois de efetuar os disparos, Geraldo fugiu e se apresentou apenas cerca de seis dias depois à delegacia da Polícia Civil, sob os gritos de “assassino” e “covarde” por parte dos familiares da vítima. Na época, ele prestou depoimento alegando legítima defesa e foi liberado. Geraldo entregou-se ao juiz Daniel Cesar Botto Collaço, no dia 11 de julho, no Fórum Melo Viana. Além de se apresentar, ele levou a arma – um revólver 38 – utilizada no crime e foi encaminhado à Penitenciária “Aluisio Ignácio de Oliveira”, onde cumpre mandado de prisão preventiva.

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