Ex-jogador estava internado em São Paulo após passar mal; ele enfrentava um câncer no cérebro desde 2011
O ex-jogador de basquete,Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Conhecido como “Mão Santa”, ele foi hospitalizado após um mal-estar, mas não resistiu. O ídolo do basquete lutava contra um câncer no cérebro há mais de uma década.
Considerado um dos maiores nomes da história do esporte, Oscar acumulou feitos expressivos pela seleção brasileira. Ele participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e tornou-se o primeiro atleta a ultrapassar a marca de mil pontos na competição.
A carreira profissional começou em 1974, no Palmeiras. Ao longo de quase 30 anos, o ala de 2,05 m defendeu clubes no Brasil, Itália e Espanha, encerrando a trajetória em 2003, pelo Flamengo. Durante esse período, alcançou o recorde mundial de pontos em partidas oficiais, com 49.737 — marca superada apenas em 2024 por LeBron James.
Pela seleção, viveu momentos históricos, como o título do Pan-Americano de 1987, nos Estados Unidos, quando o Brasil derrotou os anfitriões em um jogo marcante. Também conquistou medalhas em competições internacionais e títulos em torneios pré-olímpicos.
Reconhecido mundialmente, Oscar foi incluído no Hall da Fama da Fiba em 2010 e no Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos em 2013. Ele ainda recebeu homenagens de equipes e participou de eventos especiais, como o All-Star Game da NBA.
Diagnosticado com tumor cerebral em 2010, passou por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos. Em 2013, enfrentou um câncer maligno e chegou a receber uma bênção do Papa Francisco durante visita ao Brasil.