Em contrapartida, outros leitores avaliaram que a medida incentiva o preconceito
A maioria dos leitores do site JM Online classificou a prática dos “rolezinhos” como análoga ao crime. A discussão foi levantada após o shopping Praça Uberaba ter conseguido liminar na Justiça proibindo a entrada de menores de idade no shopping Praça Uberaba. A enquete levantada nesta semana quis saber se os leitores avaliavam a prática como uma postura inadequada.
Com base nos comentários e opiniões expostas no Fórum JM, a maioria dos leitores avaliou negativamente e contrária à prática, apoiando o posicionamento do empreendimento. Muitos avaliaram que o rolezinho seria uma iniciação dos jovens ao crime.
“Os rolezinhos nada mais são que o treinamento da categoria infanto/juvenil do PCC e do CV. As escolhas feitas na vida começam nas brincadeiras de infância. Deixem os jovens livres para praticarem atos de desrespeito dessa magnitude e logo tomarão gosto pelo crime e ninguém mais terá a oportunidade de impor limites aos seus comportamentos. Deve-se sim combater com rigor os rolezinhos”, escreveu o leitor identificado como Lucio Antônio da Silva.
Outros leitores, mesmo se posicionando contra a aglomeração de jovens nos centros de compra, disseram ser fruto de uma educação precária no país e falta de políticas públicas aos jovens das periferias. “Para que as pessoas se tornem úteis e produtivas, existem duas exigências básicas: educação e trabalho em qualquer idade. Outra observação relevante é que não se deve confundir movimento político-social com anarquia e vandalismo. Para encerrar, que o Governo cumpra seu papel constitucional”, escreveu Jadir Gomes.
Já uma minoria de leitores avaliou a proibição, que tem a intenção de coibir os rolezinhos, como preconceituosa e que busca impedir um grupo especifico por ser marginalizado.
“A maioria das pessoas que vão a shoppings tem a mesma intençã andar de um lado pro outro namorando vitrines e agora, tirando fotos com sorriso amarelo. Os moleques do rolezinho, as patricinhas de Beverly Hills e os ‘defensores da moral e dos bons costumes da família Uberabense’ dão na mesma, é tudo uma questão de preconceito estético, porque são geralmente do funk. DUVIDO [grifo original] que um grupo de moleques com a camisa de alguma escola particular de Uberaba seria proibido de entrar”, avaliou o leitor identificado com Guilherme.