Carta pode culminar em reviravolta no caso que envolve o triplo homicídio da estudante Izabella Gianvechio e dos gêmeos Lucas Alexandre Marques Gianvechio e Ana Flávia Marques Gianvechio
Carta pode culminar em reviravolta no caso que envolve o triplo homicídio da estudante Izabella Gianvechio e dos gêmeos Lucas Alexandre Marques Gianvechio e Ana Flávia Marques Gianvechio. As vítimas foram assassinadas em fevereiro deste ano. O crime gerou grande repercussão em todo o país. A mãe das crianças, de 22 anos, morreu com um tiro na cabeça, enquanto os gêmeos, de um mês e meio, foram mortos a tiros em um matagal.
Denunciado como mandante do crime, Matusalém Ferreira Júnior pode se livrar da acusação, conforme acredita o advogado do réu, Marcus Fernandes Júnior. De acordo com ele, uma carta encaminhada pelo cliente à irmã afirma que o executor do crime, Antônio Moreira Pires, conhecido como Pedrão, teria assumido sozinho a autoria do triplo homicídio. “Ele [Pedrão] confessou que fez tudo sozinho e que o Matusalém não mandou matar ninguém”, afirma.
Conforme explica, este depoimento teria sido feito ao delegado de Igarapava. Ainda segundo Marcus, a carta será anexada aos autos do processo, que tramita em segredo de Justiça, na Comarca de Igarapava.
O defensor também adianta que irá solicitar novo depoimento de Pedrão à Justiça. Segundo ele, o réu ainda não foi ouvido em juízo. “Com esta carta, temos uma razão para ouvir o Pedrão. Se ele repetir este depoimento, nós estamos resolvidos. É a inocência que esperávamos”, afirma.
O advogado também comenta que na carta, Matusalém diz que foi impedido de ser acompanhado pelo defensor quando prestou depoimento ao mesmo delegado. “Isso atrapalhou a nossa defesa”, avalia.
Outra prova a ser anexada aos autos serão recibos de pagamento da empresa comprovando os serviços prestados por Pedrão. Os documentos, conforme o advogado, confirmam que houve uma prestação de serviço e o dinheiro pago de um para outro não foi destinado à execução das vítimas. “Existiu a contratação. Uma relação de trabalho. Não houve pagamento para nenhum tipo de execução até porque quem mata não passa recibo”, afirma.
Atualmente, Matusalém e Pedrão se encontram presos preventivamente na Penitenciária Doutor Augusto César Salgado, no município de Tremembé (SP). Antes, eles estavam detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Franca (SP).