GERAL

Mensalidades escolares têm reajuste de até 12%

De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, a planilha é calculada com base nos investimentos no projeto pedagógico e estrutura física

Publicado em 25/12/2015 às 09:33Atualizado em 16/12/2022 às 20:44
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Foto/Arquivo

Segundo o sindicato, o movimento de pais em busca de matrículas está menor do que o registrado no fim de 2014 

As escolas particulares de ciclo básico – Ensinos Infantil, Fundamental e Médio – em Uberaba vão reajustar as mensalidades até 12% a partir de 2016, conforme o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Triângulo Mineiro (Sinep/TM). O aumento segue a planilha de custos do setor.

De acordo com a presidente da entidade, Átila Rodrigues, a planilha é calculada com base nos investimentos no projeto pedagógico e na estrutura física e nos custos fixos das escolas, como folha de pagamento e tributos. “O reajuste ficou entre 10% e 12%, de acordo com a planilha de cada escola. As que reajustaram mais nos últimos anos, vão aplicar 10%. Já aquelas que seguraram o reajuste de 2014 para 2015 tiveram que complementar a planilha agora e terão reajustes de até 12%”, esclarece.

Átila afirma que, a exemplo do resto da economia, em função da crise, a inadimplência no setor cresceu de maneira significativa. Até agosto, o número de pais devedores havia crescido cerca de 50% proporcionalmente ao ano de 2014 e chegado a 14% em relação ao mês anterior.

Segundo ela, a inadimplência mais que dobrou no fim do ano, crescendo 100% até novembro de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, chegando a 22% em relação ao mês anterior. Além disso, as dívidas passaram a se estender por períodos maiores. A inadimplência, que era de 60 dias, passou para 180 dias e até a ser anual. “Esse número costuma cair em dezembro, porque os pais procuram a escola para fazer um acordo e parcelar. O que observamos é que em 2015 esse índice não caiu; pelo contrário, cresceu. Ainda não sabemos se isso representa evasão ou se os pais estão aguardando melhores condições no ano que vem. Esse balanço só poderemos fazer em fevereiro de 2016”, avalia a presidente do Sinep-TM.

A orientação do sindicato é que as escolas tenham mais critério na hora de negociar com os pais inadimplentes, pois, pela legislação, após a matrícula o aluno com dívida não pode sofrer nenhuma punição pedagógica, mas a escola pode negar a renovação da matrícula.

Átila Rodrigues afirma que o movimento de pais em busca de matrículas está menor do que o registrado a partir de novembro de 2014, sendo que os pais têm procurado a redução de gastos, trocando os filhos de escolas para uma que tenha mensalidades menores ou transferindo a criança do ensino integral para o parcial.   

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