Ex-deputado é acusado de tentar interferir em processo sobre trama golpista
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu nesta quinta-feira (23/4) o prazo para que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apresente sua defesa final no processo em que é acusado de tentar interferir em investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.
A fase marca a última etapa antes do julgamento.
Primeiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para apresentar suas conclusões. Depois, a Defensoria Pública da União (DPU), que atua na defesa do ex-deputado, terá o mesmo prazo para se manifestar.
Eduardo Bolsonaro responde por coação no curso do processo. Segundo a PGR, ele teria atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar atrapalhar o andamento da ação que apurou a tentativa de golpe – caso que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados.
De acordo com a acusação, o ex-deputado buscou apoio junto a integrantes do governo de Donald Trump para discutir possíveis sanções contra o Brasil e contra ministros do STF como forma de reação ao processo.
A investigação também aponta atuação conjunta com o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, com quem teria tentado influenciar decisões e pressionar autoridades brasileiras.
A abertura do prazo ocorre após o ex-deputado não comparecer ao interrogatório por videoconferência no STF, marcado para 14 de abril. Ele está nos Estados Unidos e não apresentou sua versão dos fatos no processo.
Com o fim das alegações finais, o caso estará pronto para julgamento na Primeira Turma, que vai decidir se o ex-deputado será condenado ou absolvido.
Fonte: O Tempo.