Ministério Público denunciou ontem quarenta e uma pessoas por participação em organização criminosa. Elas são acusadas de integrar a facção Primeiro Comando da Capital (PCC)
Ministério Público denunciou ontem quarenta e uma pessoas por participação em organização criminosa. Elas são acusadas de integrar a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação em Uberaba e região. A denúncia, assinada pelo promotor Laércio Conceição Lima, é decorrente de investigações iniciadas em maio de 2013.
Em cinquenta e cinco páginas, o titular da 5ª Promotoria de Justiça Criminal e de Defesa dos Direitos Humanos relaciona a participação de cada elemento na estrutura do PCC, inclusive de forma hierárquica. “Além de visar ao enriquecimento ilícito, a organização possui estrutura capaz de garantir financeiramente os associados que estão presos, bem como suas famílias que, via de regra, dão continuidade aos “negócios” ilícitos fora dos estabelecimentos prisionais”, afirma o promotor.
O bando é responsável por diversos crimes, como assalto à mão armada em estabelecimentos comerciais, residências e em propriedades rurais, furtos qualificados, tráfico de drogas, associação para tráfico, receptação, explosão de caixas eletrônicos, corrupção de menores, formação de quadrilha, bando armado e até crime de tortura. Entre os integrantes denunciados estão membros da Família AF (Alfredo Freire) – braço do PCC que vinha aterrorizando a população com intimidações e participação em homicídios, tráfico de drogas, roubos, receptações, porte ilegal de armas de fogo. Segundo promotor, a Família AF arregimentava os jovens através das redes sociais e com promoção de festas de “funk” e “rap” no conjunto Alfredo Freire.
A denúncia é decorrente da operação “Alerta”, cuja investigação, desencadeada pela Polícia Civil, foi baseada em interceptação de linhas telefônicas, através da qual houve a identificação e qualificação de cada membro do PCC. Aponta que o comando da quadrilha está instalado no interior da penitenciária de Uberaba. Toda a comunicação entre os integrantes, segundo a denúncia, é feita através dos aparelhos de telefones celular que são introduzidos clandestinamente na unidade prisional.
A denúncia foi distribuída à 1ª Vara Criminal, cujo titular é o juiz Ricardo Cavalcante Motta.