GERAL

MP pede condenação de policial civil por explosão de caixas

Ministério Público apresentou as alegações finais nos autos da ação penal por crime movida contra o investigador da Polícia Civil Júlio César Gonçalves, vulgo Boiadeiro, e o irmão dele

Daniela Brito
Publicado em 05/10/2013 às 00:48Atualizado em 19/12/2022 às 10:46
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Ministério Público apresentou as alegações finais nos autos da ação penal por crime movida contra o investigador da Polícia Civil Júlio César Gonçalves, vulgo “Boiadeiro”, e o irmão dele, Oswaldo Gonçalves Júnior. Ambos foram denunciados em dezembro em face das explosões de dois caixas eletrônicos do banco Bradesco, ocorridas em agosto do ano passado no bairro São Benedito.

Nas alegações finais, o promotor Laércio Conceição Lima pede que a ação seja julgada procedente para condenar os acusados pelos crimes de furto qualificado, destruição, além de posse ilegal de armas de fogo, acessórios e munições. Nas alegações finais, o promotor também pede que sejam suspensos os direitos políticos dos réus.

De acordo com os autos, ambos teriam dado cobertura para seis homens procederem às explosões. Na ocasião, eles tentaram despistar policiais militares que atenderam à ocorrência, a fim de facilitar a fuga dos supostos comparsas e ainda retornaram ao local do crime para acompanhar as diligências. Boiadeiro chegou a ser a abordado próximo à agência por policiais militares e, para desviar a atenção dos militares, informou inveridicamente que perseguia um veículo preto que teria evadido-se para a rodovia. A informação fez com que a primeira viatura que chegou ao local seguisse em direção ao local mencionado, sem êxito nas buscas.

Já Oswaldo teria ido à agência bancária, no dia seguinte ao crime, à procura de informações a respeito das imagens capturadas pelas câmeras do circuito interno. Júlio César, que também é policial militar exonerado, já era investigado internamente por comportamento estranho. Uma mulher teria conseguido “fugir” da delegacia durante o plantão dele, logo após ser detida por PMs.

Uma ordem judicial permitiu busca domiciliar, que localizou na casa de Júlio César e Oswaldo um total de R$46.862 em dinheiro e diversos cheques. Além disso, na residência do policial civil foram encontrados duas espingardas tipo escopeta, uma calibre 12 e outra calibre 38; uma garrucha cano duplo, calibre 36; um revólver de calibre 38, pertencente à Polícia Civil do Estado de Minas Gerais; carregador calibre 380, bem como 337 munições intactas de vários calibres e frascos contendo pólvora, espoleta e chumbo para armas de uso permitido. Além disso, foram encontradas ainda armas e munições de uso restrito, como granada, pistola semiautomática e luneta de mira telescópica.

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