GERAL

MP suspende atividade de fábrica de celulose às margens do rio Araguari

Procon Estadual determinou a suspensão preventiva das atividades da LD Celulose até que sejam dadas garantias de que o lago da represa de Capim Branco não será afetado

Thassiana Macedo
Publicado em 01/10/2019 às 22:43Atualizado em 18/12/2022 às 00:44
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Reprodução

Há preocupação de que efluentes da fábrica contaminem a água no ponto de captação da ETA Capim Branco

Promotoria de Defesa do Consumidor (Procon Estadual) determinou a suspensão preventiva das atividades da LD Celulose até que sejam dadas garantias de que o lago da represa de Capim Branco não será afetado. A empresa, formada por Duratex e austríaca Lenzig, obteve licença de instalação na Câmara Técnica Especializada de Atividades Industriais, do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), autorizando as obras da fábrica de matéria-prima para produção de tecidos. 

Segundo a representação feita pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) e pela Prefeitura de Uberlândia ao Ministério Público, há preocupação de que efluentes da fábrica contaminem a água no ponto de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Capim Branco. A construção da fábrica não foi afetada pela decisão e a obra pode continuar.

De acordo com o promotor Fernando Rodrigues Martins, saneamento e fornecimento de água limpa são direitos da população. Mesmo que haja licenciamento ambiental para a instalação, a Promotoria de Defesa do Consumidor colocou sob investigação os possíveis impactos que a fábrica pode causar. E foi determinada a suspensão das atividades até prova de que não haverá danos futuros a Uberlândia e região atendida pelo rio Araguari.

Por meio de nota, a LD Celulose esclarece que a execução do projeto de implementação da Planta de Celulose Solúvel em Indianópolis e Araguari segue em conformidade ambiental. O licenciamento seguiu rigorosamente a legislação vigente, tendo sido apresentados todos os estudos de impacto ambiental necessários. Durante o processo, foram requisitadas melhorias no projeto, já implementadas, para assegurar que, mesmo em situações adversas, a unidade fabril não causará impacto ao abastecimento de água. 

Especificamente em relação à emissão de efluentes, o que apenas ocorrerá após o início da operação da unidade fabril prevista para 2022, a LD Celulose tem esclarecido junto às autoridades que o projeto da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) da empresa garante o atendimento a todos os padrões para lançamento de efluentes tratados estabelecidos pela legislação

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