Tribunal do Júri retoma a pauta de julgamentos na próxima terça-feira (9) no Fórum Melo Viana. Quem se senta no banco dos réus é a camareira Clene Aparecida Silva. Ela é assassina confessa do namorado, o autônomo Gilberto Luiz Chaves, 34 anos. A vítima foi morta com um golpe de faca, que lhe atingiu o peito, no dia 28 de junho de 2010.
O autônomo foi encontrado caído, na rua, por policiais militares, apresentando sangramento e um corte na região do peito. Ele foi encaminhado em estado grave ao Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Gilberto passou por cirurgia e continuou internado em estado grave até a madrugada, quando veio a óbito.
A ré esteve no local onde o autônomo foi encontrado. Ela contou aos policiais que, após discussão por motivos familiares na casa da mãe dela, a vítima pegou um objeto cortante, desferiu um golpe contra o próprio peito e saiu correndo pela avenida, onde foi encontrado.
Por outro lado, uma testemunha afirmou que viu o casal discutindo nas proximidades e também o momento em que Gilberto correu para a rua pedindo socorro. Somente dois dias depois, acompanhada de um advogado, a camareira se apresentou e confessou o crime. Clene contou que a faca estava com a vítima, e que, após deixá-la cair, ela pegou para colocá-la fora do alcance de Gilberto. Entretanto, no momento em que ele foi para cima dela, Clene desferiu o golpe. A ré disse ainda que teria sofrido agressões de Gilberto e agiu em legítima defesa.
Clene será defendida pelo advogado Lucas Teixeira de Ávila. A acusação está nas mãos do promotor de Justiça Alcir Arantes. A pauta pertence à 1ª Vara Criminal. O julgamento será presidido pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta.