O prazo para a conclusão dos trabalhos da força-tarefa que atua nas investigações da Operação Lava Jato termina em setembro, mas, de acordo com o procurador da República Antônio Carlos Welter, um dos nove integrantes da equipe, não é possível determinar quando será o fim da operação. “Para onde nós olhamos identificamos problemas, que estamos tentando esclarecer e apurar. Fica difícil falar em um final da operação porque nós realmente não vemos o final dela. É uma situação grave que tem que ser combatida e esclarecida, e a gente espera que se consiga resolver”, completou.
Segundo o procurador, as apurações começaram com contratos que envolviam a obra da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. “Foi onde começou a investigação que diz respeito à Petrobras. Se identificou que praticamente todos os contratos que envolveram a construção da Rnest têm esses problemas”. Welter disse ainda que depois foram identificados problemas parecidos em contratos da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); e, agora, a força-tarefa se dedica a analisar os contratos de obras off shore.
Welter considerou uma estratégia da defesa dos envolvidos nas acusações da Lava Jato a tentativa de desacreditar as declarações do doleiro Alberto Youssef. Na avaliação do procurador, a equipe não usa apenas as informações do doleiro como provas. Ele explicou que a palavra do doleiro é sempre acompanhada e corroborada de outras provas.