GERAL

Negociações não avançam e bancários ameaçam com greve

As negociações da categoria estão sendo conduzidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf)

Geórgia Santos
Publicado em 11/09/2014 às 08:09Atualizado em 17/12/2022 às 03:45
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Em campanha salarial, bancários já falam em greve. Algumas reuniões para negociar as reivindicações da categoria já foram realizadas, mas, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Mauricio de Sousa, não houve avanços. Os banqueiros estão irredutíveis, até mais do que na campanha anterior, por isso acreditam que a greve deverá ser deflagrada. 

As negociações estão sendo conduzidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e o sindicato local da categoria deve seguir as orientações, caso seja decidido em assembleia convocar os trabalhadores para paralisação, assim como vem acontecendo em todos os anos. “O banqueiro está oferecendo menos do que estamos reivindicando. Queremos um reajuste de 12,5%, referentes à inflação e mais 5,7% de ganho real. As discussões ainda não terminaram. Nos dias 11 e 12 de setembro, nesta quinta e sexta-feira, temos novas rodadas de negociação, quando vamos tratar sobre as reivindicações econômicas. Ainda de acordo com Maurício de Sousa, depois desse encontro, a contraproposta será levada para assembleia, que deverá acontecer na semana que vem. “Nesta reunião, a categoria poderá aprovar ou não o indicativo de greve. Caso isso aconteça, a paralisação pode ter início no fim da próxima semana, ou no dia 22 de setembro”, afirma.

Contudo, diante da experiência de Mauricio à frente do sindicato, provavelmente a greve deve ser deflagrada mais uma vez, pois nos últimos encontros os banqueiros se mostraram irredutíveis, até mais do que na campanha de anos anteriores, em que a greve foi realizada.

Além das reivindicações salariais, a categoria pede o fim das terceirizações, combate às metas abusivas e ao assédio moral, inclusive aos trabalhadores que adoecem por conta dos serviços exaustivos, sempre preocupados em atingir as metas estabelecidas. Segundo Mauricio, no último ano houve aumento de 10% de bancários que ficaram doentes. “Também pedimos o fim da rotatividade. Somente no primeiro semestre de 2014 aconteceram 20 mil demissões e 17 mil contratações. Esta é uma ação imposta pelos banqueiros para ter mais lucro, demitindo um funcionário com salário de R$4 mil, por exemplo, para contratar outro, oferecendo apenas R$1,8 mil, a média salarial da categoria, além das perdas, pois a quantidade de contratações não foi a mesma que a de demissões”, finaliza.

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