Em nota encaminhada à redação, a organização social (OS) Pró-Saúde rebateu as acusações do conselheiro estadual de Saúde
Em nota encaminhada à redação, a organização social (OS) Pró-Saúde rebateu as acusações do conselheiro estadual de Saúde, Jurandir Ferreira, alvo de audiência anteontem no Ministério Público. A OS explicou que as pendências financeiras e as inadimplências são, em sua maioria, de problemas decorrentes do Estado do Tocantins e de ordem “estritamente operacional”, pois não houve os repasses dos valores devidos. Afirma ainda que a entidade já comprovou sua capacidade de honrar compromissos financeiros, apresentando índices econômicos “equilibrados” e “sólidos” durante chamamento público feito pelo município de Uberaba.
A nota também explica sobre a forma que está sendo feita a seleção de pessoal, colocada pelo conselheiro como sem transparência. Conforme a Pró-Saúde, o processo de contratação é feito mediante publicação de editais em jornais e portais. Em relação à contratação da Gesti para a seleção dos médicos, a organização social justificou que a empresa apresentou a melhor proposta para fornecer o corpo clínico. A Pró-Saúde ainda repudiou a tentativa do conselheiro em desqualificar a diretoria executiva da entidade.
No entanto, a reportagem do Jornal da Manhã apurou que a OS é acusada de irregularidades em pelo menos seis estados brasileiros onde administra hospitais públicos: Paraná, São Paulo, Tocantins, Pará, Goiás e Espírito Santo. As denúncias passam por má-gestão, falta de prestação de contas, sumiço de medicamentos, superfaturamento de serviços e por descumprir contratos de gestão firmados com governos estaduais e municipais. A lista de ações judiciais inclui reclamações trabalhistas por contratações irregulares, atraso nos salários e falta de pagamento de horas extras dos médicos e servidores da Saúde.