Liminar expedida pela Justiça, a pedido da mãe da criança, suspendeu o direito de visita
Fotos/Fábio Braga
Júlio Cesar Machado chegou à porta do Ministério Público nesta manhã e garante que não sairá de lá até ser ouvido
Um homem de 47 anos iniciou protesto silencioso na porta do Ministério Público em Uberaba nesta-segunda-feira (5) pela manhã. O objetivo é pedir agilidade no pedido de revisão de liminar protocolado no dia 30 de setembro.
Desde o mês passado, liminar expedida pela Justiça lhe tirou o direito de visitar a filha, de 5 anos.
O manifestante, Júlio Cesar Machado, contou à reportagem do JM Online que o MP expediu a determinação de que ele não poderia mais visitar a criança sem ouvi-lo. “Estou aqui devido à arbitrariedade do Ministério Público que proibiu a visitação da minha filha sendo que eu fico com ela todo final de semana e eu quero que reverta essa situação. Eu já estou há duas semanas sem ver minha filha e meu coração não está aguentando mais”, desabafou.
De acordo com a versão do pai, desde o nascimento da menina, a mãe da criança coloca empecilhos para as visitas. Em julho deste ano, um acontecimento na escola fez com que a mulher pedisse uma medida cautelar de urgência para barrar as visitas do pai.
Conforme explicou o homem, voltando de férias, a criança beijou um coleguinha na escola e pediu para que ele mostrasse as partes íntimas.
A direção da escola, junto com a genitora, questionou a menina, que não revelou onde teria aprendido tais coisas e apenas chorou. A mãe perguntou à filha onde ela dorme quando visita o pais nos finais de semana e ela revelou que dorme na mesma cama com ele e que ele dorme apenas de cueca.
Desde o meio da manhã em protesto, Júlio Cesar Machado garante que não deixará a porta do Ministério Público até ser ouvido. O pedido de revogação da liminar acautelatória está em andamento.
O manifestante levou consigo objetos e cartas da filha, atestando seu bom relacionamento com ela