GERAL

Pesquisadores desenvolvem vacina personalizada contra câncer de ovário

A fórmula desenvolvida pelo grupo internacional é composta por moléculas que otimizam o sistema imunológico, retiradas do sangue da própria paciente

Publicado em 29/04/2018 às 12:20Atualizado em 16/12/2022 às 04:10
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Foto/Divulgação

Fórmula criada a partir de células da paciente faz com que o sistema de defesa reaja com mais potência à presença do tumor

Geralmente descoberto em estágio avançado, o câncer de ovário é uma doença de difícil tratamento. Muitas pacientes que recebem a terapia padrão – cirurgia seguida de quimioterapia – não respondem às intervenções e ficam sem opções curativas.

Em busca de novas possibilidades de abordagem médica, pesquisadores da Suíça, dos Estados Unidos e da Grécia desenvolveram uma vacina voltada para o tratamento personalizado dessas mulheres. A fórmula contém células que estimulam o sistema imune para combater o cancro e se mostrou eficaz em testes iniciais, aumentando a sobrevida das participantes em até dois anos. Os achados foram publicados na edição desta semana da revista Science Translational Medicine.

A fórmula desenvolvida pelo grupo internacional é composta por células dendríticas ativadoras da resposta imune, moléculas que otimizam o sistema imunológico, retiradas do sangue da própria paciente. Após a coleta dessas estruturas, elas são expostas ao material tumoral, o que funciona como uma espécie de treinamento para que elas passem a identificar e a se infiltrar nos tumores.

A vacina foi aplicada em 25 pacientes com câncer de ovário recorrente e avançado, acompanhadas durante dois anos. Uma parte das participantes recebeu apenas a fórmula experimental; a outra, uma combinação da vacina com dois medicamentos que modulam o sistema imunológic bevacizumabe e ciclofosfamida.

Os resultados foram bastante positivos, na avaliação dos pesquisadores. Todas as 392 doses usadas foram bem toleradas pelas pacientes, que demonstraram respostas robustas de células-T (células do sistema imune) contra células tumorais.

As pacientes tratadas com a combinação da vacina e os dois medicamentos apresentaram os melhores resultados. Nesse caso, houve aumento de dois anos na taxa de sobrevida média, quando comparada à de mulheres tratadas apenas com bevacizumabe e ciclofosfamida.

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