A Petrobras anunciou aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Com o reajuste, o valor médio do combustível passará para R$ 3,65 por litro, o que representa acréscimo de R$ 0,38 por litro. Os demais combustíveis não tiveram alteração.
Segundo a estatal, a alta está relacionada à valorização do petróleo no mercado internacional. Nas últimas semanas, o preço do barril subiu de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, influenciado pela escalada do conflito no Oriente Médio, o que encarece a matéria-prima utilizada na produção de combustíveis.
A Petrobras informou ainda que, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel — que forma o diesel B vendido nos postos —, o reajuste representa impacto aproximado de R$ 0,32 por litro para o produto final comercializado ao consumidor.
Apesar do aumento, a empresa destacou que, desde dezembro de 2022, o preço do diesel A vendido às distribuidoras acumula queda de R$ 0,84 por litro, equivalente a redução de 29,6%, já considerando a inflação do período.
O impacto do reajuste nas bombas pode ser amenizado por medidas anunciadas pelo governo federal. Entre elas estão a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de um programa de subvenção que prevê pagamento de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores do combustível.
Além disso, o governo também determinou a tributação da exportação de petróleo, com o objetivo de estimular o refino no país e garantir o abastecimento interno, e estabeleceu que os postos de combustíveis devem informar de forma clara aos consumidores as reduções de tributos e os efeitos da subvenção.
Especialistas apontam, no entanto, que o aumento anunciado pela Petrobras pode compensar parte das reduções promovidas pelo governo, o que tende a limitar o impacto das medidas no índice oficial de inflação.